Ministros das Finanças de 11 países pedem cessar-fogo total na guerra do Irã

15 abr 2026 - 11h58

Os ministros das Finanças ‌de 11 países, liderados pelo Reino Unido, pediram nesta quarta-feira aos EUA, a Israel e ao Irã que implementem o cessar-fogo na íntegra, alertando que o conflito pesará sobre a economia e os mercados globais, ainda que seja resolvido em breve.

Uma declaração conjunta foi acertada um dia ⁠após o Fundo Monetário Internacional (FMI) cortar suas previsões para o crescimento econômico ‌global em função da guerra. A declaração foi assinada por ministros de Austrália, Japão, Suécia, Holanda, Finlândia, Espanha, Noruega, Irlanda, Polônia e ‌Nova Zelândia, além do Reino Unido.

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O texto ‌conclamou "todas as partes" a implementar integralmente o cessar-fogo acordado no ⁠início deste mês e disse que a guerra havia causado uma perda inaceitável de vidas.

"O recrudescimento das hostilidades, a ampliação do conflito ou a continuidade das perturbações no Estreito de Ormuz representariam sérios riscos adicionais à segurança energética global, às cadeias de suprimentos e à estabilidade econômica ‌e financeira", afirmaram os ministros.

"Mesmo com uma solução duradoura para o conflito, ‌os impactos sobre o ⁠crescimento, a inflação ⁠e os mercados persistirão", acrescentaram, em declaração emitida pelo governo do Reino Unido durante ⁠as Reuniões de Primavera do ‌FMI e do Banco Mundial, ‌em Washington.

Cientes do aumento da dívida pública para ajudar famílias e empresas durante a pandemia de Covid-19 e após a invasão da Ucrânia pela Rússia, os ministros se comprometeram a ser fiscalmente ⁠responsáveis com qualquer novo apoio que seja direcionado a quem precisa de apoio.

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"Nós nos comprometemos a evitar, e pedimos a todos os países que evitem, ações protecionistas, incluindo controles de exportação injustificados, estocagem e outras barreiras comerciais nas cadeias de ‌suprimentos de hidrocarbonetos e em outras afetadas pela crise", disseram as autoridades.

A ministra das Finanças do Reino Unido, Rachel Reeves, que esta semana ⁠criticou a estratégia dos EUA na guerra com o Irã, manteve os apelos para o fim do conflito, que não recebeu o apoio de Londres.

"Um cessar-fogo sustentado e evitar respostas impulsivas são fundamentais para limitar os custos para as famílias", disse ela em uma declaração própria nesta quarta-feira.

Na véspera, o presidente dos EUA, Donald Trump, ampliou suas críticas ao governo do Reino Unido por não ter aderido à guerra com o Irã. Trump disse ainda que o acordo comercial do país com os EUA "sempre pode ser mudado".

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O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, disse nesta quarta-feira que não cederia à pressão de Trump para aderir à guerra.

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