Ministro chinês defende diálogo no Oriente Médio em reuniões com autoridades iranianas e sauditas

2 nov 2026 - 12h24
Resumo
Em Pequim, o chanceler chinês Wang Yi reuniu-se com autoridades do Irã e da Arábia Saudita, defendendo o diálogo e soluções políticas em vez das armas para conter a crise no Oriente Médio. Buscando maior protagonismo diplomático, a China anunciou o envio de uma comitiva a Omã e aos dois países, além de reforçar o apoio à soberania iraniana e à segurança marítima regional, em meio a apelos internacionais para evitar que a área se torne palco de disputas entre grandes potências.

O ministro das Relações ‌Exteriores da China, Wang Yi, em reuniões separadas com autoridades de segurança nacional do Irã e da Arábia Saudita, realizadas em Pequim na segunda-feira, afirmou que todas as partes envolvidas no conflito do Oriente Médio deveriam se ⁠concentrar em soluções políticas, em vez de recorrer novamente às ‌armas.

A China, que vem pressionando por um papel diplomático mais significativo no Oriente Médio, também anunciou que ‌seu enviado especial visitará o Irã, ‌Omã e a Arábia Saudita neste mês.

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Wang disse ⁠a Ali Bagheri Kani, secretário-adjunto do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, que o diálogo e a negociação são o caminho para resolver os conflitos na região, segundo a agência de notícias estatal chinesa Xinhua.

Wang também ‌afirmou que a China apoia a soberania e a segurança ‌do Irã.

Após conversas ⁠com o ⁠conselheiro de segurança nacional da Arábia Saudita, Musaed bin Mohammed Al-Aiban, ⁠Wang afirmou que a ‌situação regional "chegou novamente a ‌uma encruzilhada crítica entre a guerra e a paz".

A China "espera que todas as partes possam resolver suas divergências e pôr fim às hostilidades por meio do ⁠diálogo e das negociações, além de salvaguardar a segurança energética e das rotas marítimas da região", disse ele.

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Al-Aiban entregou uma carta do príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman endereçada ao presidente ‌chinês Xi Jinping, informou o Ministério das Relações Exteriores da China.

Não ficou claro de imediato se as autoridades ⁠iranianas e sauditas mantiveram algum contato entre si em Pequim.

Anteriormente, Xi disse ao líder de Omã, o sultão Haitham bin Tariq al-Said, que o Oriente Médio e a região do Golfo não deveriam se tornar um campo de batalha para a rivalidade entre grandes potências.

Em uma declaração conjunta divulgada em seguida, o sultão afirmou que Omã apoiava as propostas de paz chinesas para o Oriente Médio e esperava que Pequim desempenhasse um "papel mais importante" na conquista de uma estabilidade duradoura.

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