Mergulhador morre durante buscas por italianos desaparecidos nas Maldivas

Autoridades abriram investigação para apurar tragédia

16 mai 2026 - 10h31
(atualizado às 10h50)

Um mergulhador das Forças de Defesa Nacional das Maldivas morreu na manhã deste sábado (16) após passar mal durante uma operação de busca pelos quatro italianos desaparecidos no Atol de Vaavu.

Mohamed Mahadi participava de buscas por italianos
Mohamed Mahadi participava de buscas por italianos
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Segundo comunicado oficial, o sargento Mohamed Mahadi participava das buscas subaquáticas quando sofreu uma emergência médica, aumentando ainda mais a tensão em torno da tragédia que mobiliza equipes de resgate no arquipélago.

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O militar foi levado em estado crítico ao Hospital ADK, na capital Malé, mas não resistiu.

"As Forças de Defesa Nacional das Maldivas estão realizando uma operação de busca para localizar quatro mergulhadores que desapareceram enquanto mergulhavam no Atol de Vaavu. O sargento Mohamed Mahadi, que passou mal hoje durante um mergulho na operação de busca e resgate, faleceu", informou a corporação em publicação no X.

As autoridades suspeitam que Mahadi tenha sofrido de doença descompressiva, condição causada pela formação de bolhas de gás ? geralmente nitrogênio ? no sangue e nos tecidos após uma subida rápida demais à superfície.

O presidente das Maldivas, Mohamed Muizzu, lamentou a morte do militar em publicação nas redes sociais.

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"O falecimento de um mergulhador da Força de Defesa Nacional das Maldivas, que participava das buscas por mergulhadores desaparecidos, é motivo de profunda tristeza para mim e para todo o povo. Esta é uma notícia triste e chocante", escreveu o líder, que também pediu que o sargento recebesse "a dignidade de um mártir".

Muizzu ainda prestou solidariedade à família do militar e às Forças Armadas do país. "Rezo para que a família do falecido encontre força e paciência, e estendo minhas condolências a vocês e à Força de Defesa Nacional das Maldivas", concluiu.

As condições climáticas adversas haviam interrompido temporariamente as buscas na última sexta-feira (15). Até agora, apenas o corpo do instrutor de mergulho Gianluca Benedetti foi localizado.

Os outros quatro italianos continuam desaparecidos ? a mergulhadora Monica Montefalcone, sua filha Giorgia Sommacal, o biólogo marinho Federico Gualtieri e a pesquisadora Muriel Oddenino. A Procuradoria de Roma abriu um inquérito para investigar o caso.

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O iate "Duke of York", onde estavam 25 turistas italianos a bordo, chegou na capital Malé enquanto as operações seguem em ritmo intenso. Atualmente, oito mergulhadores maldivos participam da missão.

Dois deles já realizaram mergulhos para localizar e marcar o ponto exato de entrada de uma série de cavernas submersas onde os italianos desapareceram. Outros seis mergulhadores atuarão em turnos para tentar localizar os corpos e trazê-los à superfície.

O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, determinou que o governo acompanhe as operações de recuperação e ofereça assistência às famílias das vítimas.

Segundo o porta-voz presidencial das Maldivas, Mohammed Hussain Shareef, especialistas italianos em resgate em águas profundas e mergulho em cavernas devem se juntar às operações nos próximos dias.

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As autoridades das Maldivas também abriram uma investigação para apurar por que o grupo italiano teria ultrapassado o limite permitido de 30 metros de profundidade durante o mergulho.

O Ministério do Turismo do país afirmou que a segurança no setor turístico depende do cumprimento rigoroso das normas por parte dos operadores e anunciou medidas para reforçar os padrões de segurança.

Como consequência do acidente, a licença de operação da embarcação foi suspensa por tempo indeterminado. Segundo o governo maldivo, a decisão foi tomada devido à gravidade do ocorrido. .

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