A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, e o ministro do Interior, Matteo Piantedosi, se reuniram nesta segunda-feira (27) com autoridades das forças de ordem em Chiomonte, Piemonte, no Vale de Susa, palco de um violento confronto entre manifestantes do movimento No TAV e agentes no sábado (25).
Meloni e Piantedosi visitaram as obras para a construção de uma linha ferroviária de alta velocidade (TAV) entre Turim, no norte italiano, e Lyon, no centro-leste da França, alvo de ataques dos integrantes do grupo, que entraram em choque com os policiais.
Em um vídeo gravado no canteiro de obras da ferrovia, a premiê destacou que mais de "120 agentes das forças de segurança ficaram feridos nos confrontos".
"A cena visível logo atrás de mim não é uma zona de guerra: é o local de um suposto protesto. Mas isso não é dissidência; trata-se de violência organizada e premeditada, e deve ser tratada como tal", declarou Meloni.
A líder italiana prometeu ainda fazer "todo o possível para levar esses indivíduos à justiça", reforçando que pediu ao "Judiciário e a todos os investigadores a se empenharem ao máximo, pois um Estado normal não pode tolerar algo assim".
A Telt, empresa responsável pela construção da ferrovia entre Turim e Lyon, informou que foram causados danos de cerca de 1 milhão de euros (R$ 5,8 milhões) apenas no canteiro de obras em Chiomonte, enquanto 126 policiais ficaram feridos.
Até o momento, mais de mil pessoas - algumas provenientes da França, Alemanha e Bélgica - foram identificadas pelas autoridades como suspeitas no envolvimento no protesto violento.
No domingo (26), os investigadores identificaram 436 participantes, enquanto hoje, mais de 800 foram reconhecidos.
A polícia apreendeu coquetéis Molotov, máscaras de gás, bombas caseiras e capacetes em posse de manifestantes encapuzados. Quatro participantes estrangeiros foram detidos.