Meloni reafirma laços com EUA apesar de distanciamento de Trump

Premiê da Itália disse que não fala com republicano desde troca de farpas

24 abr 2026 - 09h12
(atualizado às 09h57)

A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, afirmou nesta sexta-feira (24) que não voltou a falar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após o recente desentendimento entre os dois, mas garantiu que a relação entre os países segue firme.

"Não tive notícias de Trump, mas as relações com os EUA continuam sólidas", disse a premiê a jornalistas durante uma cúpula informal da União Europeia no Chipre.

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Meloni sempre foi considerada uma das aliadas mais próximas de Trump na Europa e frequentemente atuava como mediadora entre posições divergentes dos Estados Unidos e do continente. No entanto, a relação entre os dois se desgastou após a premiê italiana sair em defesa do papa Leão XIV e classificar como "inaceitáveis" as críticas feitas pelo republicano ao líder da Igreja Católica.

Na ocasião, Trump classificou o pontífice americano como "fraco" e o acusou de agir como "político", especialmente em temas como a guerra no Irã. Meloni, por sua vez, defendeu Robert Prevost, afirmando ser "correto e natural que ele peça a paz e condene todas as formas de guerra", mas logo depois foi chamada de "inaceitável" pelo republicano.

"No que diz respeito às minhas relações com Donald Trump, não estou fazendo nada em particular no momento", acrescentou ela.

Durante a conversa com jornalistas, Meloni também comentou o aumento dos gastos com defesa ? tema sensível dentro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

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Segundo ela, a Itália segue comprometida, mas outras áreas exigem atenção imediata.

"Não disse que os gastos militares não são prioridade, mas hoje temos prioridades muito importantes. Se temos o problema da energia, há uma prioridade que, infelizmente, vem em primeiro lugar", explicou.

Em relação ao Oriente Médio, a premiê ressaltou a necessidade de manter uma presença internacional na fronteira entre Israel e Líbano, enfatizando que a participação italiana na missão de paz da Unifil pode ser decisiva.

Por fim, Meloni afirmou que discutiu o tema com o presidente libanês, Josef Aoun, e defendeu a criação de um arcabouço legal para fortalecer essa atuação. 

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