Meloni monitora situação no Irã após bombardeio dos EUA

Premiê falou com ministros, além de líderes britânico e alemão

22 jun 2025 - 10h09
(atualizado às 10h15)

A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, está monitorando de perto a situação no Irã, após os Estados Unidos bombardearem três principais usinas do programa nuclear do país persa, e convocou uma videoconferência urgente na manhã deste domingo (22) com os ministros de seu governo e autoridades de inteligência.

Premiê da Itália conversou por telefone com Starmer e Merz
Premiê da Itália conversou por telefone com Starmer e Merz
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Em nota divulgada pelo Palazzo Chigi, sede do governo, estiveram presentes o vice-premiê e ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, o vice-premiê Matteo Salvini, os ministros do Interior, Matteo Piantedosi, da Defesa, Guido Crosetto, da Economia, Giancarlo Giorgetti, e os subsecretários Alfredo Mantovano e Giovanbattista Fazzolari, além de líderes do serviço secreto da Itália.

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Durante a reunião online, "a situação das instalações iranianas após os ataques foi analisada", apesar de que "uma avaliação precisa dos danos só poderá ser feita com o passar das horas".

"A crise está no centro das atenções do executivo em todos os seus aspectos, desde a situação dos compatriotas na região, com os quais a Farnesina mantém contato constante, até os efeitos econômicos e de segurança", acrescenta o comunicado.

De acordo com o governo italiano, Meloni entrará em contato com os principais aliados e líderes da região nas próximas horas, porque "a Itália continuará trabalhando para trazer as partes à mesa de negociações".

Além da reunião com seus ministros, a premiê italiana também falou por telefone com seu homólogo do Reino Unido, Keir Starmer, e o chanceler alemão, Friedrich Merz, para fazer um balanço da situação, assim como uma das líderes da oposição italiana, a secretária do Partido Democrática (PD), Elly Schlein.

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"O governo italiano deve declarar claramente que não participará de ações militares nem permitirá que nosso território seja usado para apoiar uma guerra que a comunidade internacional deve tentar interromper antes que seja tarde demais, e deve se comprometer com a redução da tensão e com a retomada da mesa de negociações por todos os atores envolvidos, inclusive para defender o Tratado de Não Proliferação Nuclear", afirmou Schlein.

A líder do PD destacou que "a Itália repudia a guerra e quer a paz", lembrando que "Trump disse que traria a paz e poria fim aos conflitos, mas, em vez disso, lança bombas no Irã e incendeia o mundo".

Por fim, Schlein disse apoiar "as palavras do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, contra o uso da força, pelo respeito ao direito internacional e pelo retorno imediato à via da negociação".

"Expressamos profunda preocupação com este ataque de Trump, que é arrastado para a guerra por [Benjamin] Netanyahu e age sem o envolvimento do Congresso, como exigido pela Constituição americana". 

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