A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, pediu nesta terça-feira uma investigação completa sobre a morte de um homem durante uma prisão em Bolonha, ao mesmo tempo em que condenou os protestos contra a polícia que se tornaram violentos e deixaram dezenas de policiais feridos.
Abderrahim Fakir, nascido no Marrocos, morreu no domingo depois que a polícia foi chamada ao bairro de Pilastro, nos arredores da cidade do norte do país, para lidar com um homem que estaria se comportando de forma agressiva e danificando um veículo.
"É essencial que todas as responsabilidades sejam apuradas com o máximo rigor. A verdade deve ser buscada de forma minuciosa, sem preconceitos e sem clemência para com ninguém", escreveu Meloni no X.
A primeira-ministra de direita também denunciou a violência contra a polícia durante um protesto no centro de Bolonha na noite de segunda-feira, que, segundo o sindicato policial COISP, deixou 56 policiais feridos.
A manifestação se tornou violenta quando um grupo de manifestantes atirou fogos de artifício, garrafas e cadeiras contra a polícia, que respondeu com gás lacrimogêneo e canhões de água, segundo a mídia italiana.
"Aqueles que optaram por usar esse incidente como pretexto para devastar a cidade, atacar policiais e espalhar violência... não estavam buscando a verdade: estavam buscando o confronto", afirmou Meloni.
Um vídeo dos últimos momentos de Fakir, amplamente compartilhado nas redes sociais, mostra ele deitado de bruços no chão enquanto dois policiais o imobilizam. É possível ouvi-lo pedindo ajuda e dizendo que não conseguia respirar antes que seus movimentos cessassem gradualmente.
O Ministério Público abriu uma investigação, o que reacendeu o debate na Itália sobre o uso da força pela polícia durante prisões e gerou comparações com casos anteriores que resultaram em anos de processos judiciais e pedidos de reforma.