Meloni, da Itália, diz que pretende permanecer no cargo até o fim do mandato

16 set 2026 - 14h51
Resumo
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, descartou convocar eleições antecipadas e afirmou que pretende cumprir seu mandato até o fim da legislatura. À frente do governo mais duradouro do país desde a Segunda Guerra Mundial, Meloni enfrenta atritos internos em sua coalizão conservadora e o avanço do novo movimento de extrema-direita Futuro Nacional, de Roberto Vannacci. Apesar de derrotas recentes no Parlamento, a premiê reforçou a estabilidade e a solidez de sua base governista.

A primeira-ministra ‌italiana, Giorgia Meloni, afirmou nesta quarta-feira que pretende permanecer no cargo até o fim da legislatura, descartando especulações da mídia de que poderia convocar eleições antecipadas antes ⁠do término de seu mandato, no próximo ‌outono (no hemisfério norte).

"Gostaria de permanecer no cargo até o fim da legislatura. ‌Tenho orgulho da estabilidade deste ‌governo", disse Meloni em coletiva ⁠de imprensa após uma reunião do gabinete.

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Meloni, cujo governo se tornou o mais duradouro da Itália desde a Segunda Guerra Mundial, lidera uma coalizão conservadora composta por ‌seu partido, o Irmãos da Itália, pela ‌Liga e pelo ⁠Forza ⁠Italia.

Um aumento no apoio ao Futuro Nacional, um novo ⁠movimento de ‌extrema-direita liderado pelo ‌ex-general Roberto Vannacci, tem corroído o apoio ao grupo de Meloni e alimentado especulações de que ela poderia tentar ⁠forçar eleições antecipadas para evitar novas perdas de apoio.

"Pretendemos continuar governando enquanto eu tiver essa maioria forte e sólida", disse ela, ao ‌lado dos vice-primeiros-ministros Matteo Salvini e Antonio Tajani, líderes da Liga e do ⁠Forza Italia, respectivamente.

O caminho da coalizão, no entanto, tem estado longe de ser tranquilo nos últimos meses, indicando que Meloni pode estar perdendo seu controle outrora firme sobre a aliança à medida que as eleições se aproximam.

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Em julho, a Câmara dos Deputados rejeitou inesperadamente uma emenda do governo relacionada a uma reforma eleitoral fortemente apoiada por Meloni, após deserções dentro da coalizão governista.

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