Mais de mil pessoas são evacuadas na Itália após deslizamento

Casas e prédios ficaram pendurados na beira de penhasco em Niscemi

26 jan 2026 - 12h27
(atualizado às 12h42)

Mais de mil pessoas foram evacuadas de suas casas após um deslizamento atingir um trecho de quatro quilômetros de extensão em um penhasco na Sicília, sul da Itália, e moradores temem não voltar mais para seus lares.

O desabamento ocorreu durante uma tempestade na cidade de Niscemi e deixou inúmeros imóveis em situação precária na beira do precipício, enquanto permanece o risco de novos deslizamentos na área.

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Por volta de 10h (horário local) desta segunda-feira (26), o Departamento de Defesa Civil da Itália confirmou a evacuação de cerca de 300 famílias ? o equivalente a aproximadamente mil pessoas ? no município de 25 mil habitantes, englobando bairros inteiros.

Os desalojados foram transferidos para residências de amigos ou parentes e para um ginásio de esportes. "Temos uma frente de deslizamento com pelo menos quatro quilômetros e cada vez mais ampla", contou o prefeito Massimiliano Conti, acrescentando que será instituída uma "zona vermelha" para onde as famílias evacuadas não poderão voltar por tempo indeterminado.

Segundo ele, a cidade está "quase isolada" de centros urbanos vizinhos devido a bloqueios nas estradas, e as escolas locais estão fechadas.

Casas e prédios arriscam cair em barranco

"Comprei minha casa um ano atrás, com um financiamento, e hoje não sei o que vai acontecer, já que ela está na zona atingida pelo deslizamento. Por enquanto, estamos na casa de parentes", disse o motorista de caminhão Francesco Blanco.

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"Ontem recolhemos rapidamente as crianças e alguns móveis. Temos que esperar, mas é tudo muito sério", reforçou Francesco Ianni, também desalojado pelo desabamento.

A Sicília enfrenta uma onda de mau tempo desde o fim da semana passada devido à passagem do ciclone Harry, que já provocou danos estimados em 1,5 bilhão de euros (R$ 9,4 bilhões) na ilha, de acordo com o governador Renato Schifani.

"Foi um evento extraordinário e que colocou de joelhos o setor turístico-hoteleiro, que é prioritário para a Sicília", declarou. O fenômeno natural, no entanto, não provocou mortes.

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