É hora da Europa se tornar uma potência geopolítica, diz Macron

13 fev 2026 - 16h02
(atualizado às 17h50)

A ‌Europa deve voltar sua atenção para um pensamento estratégico de longo prazo, incluindo a criação de capacidades de ataque profundo e a avaliação de como a dissuasão nuclear da França pode se encaixar na futura arquitetura de segurança do bloco, disse ⁠o presidente da França nesta sexta-feira.

Falando na Conferência de Segurança de ‌Munique, o presidente Emmanuel Macron rejeitou as acusações de que a Europa estava em decadência e defendeu sua iniciativa ‌de combater a desinformação e os excessos ‌das redes sociais que estavam prejudicando as democracias ocidentais.

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"Este ⁠é o momento certo para a audácia. Este é o momento certo para uma Europa forte", disse Macron. "A Europa tem que aprender a se tornar uma potência geopolítica. Isso não fazia parte do nosso DNA."

Macron, que está prestes a entrar em ‌seu último ano de mandato, disse que a Europa ainda enfrentaria ‌uma Rússia agressiva, mesmo ⁠que haja ⁠um acordo sobre a guerra na Ucrânia, e que não poderia ceder ⁠às exigências russas ou permitir ‌um acordo de curto ‌prazo que não resolvesse as questões centrais.

"Os europeus devem começar este trabalho com o seu próprio pensamento e os seus próprios interesses. Por isso, a minha proposta hoje é ⁠lançar uma série de consultas sobre esta importante questão, que começamos a concretizar com os nossos pares britânicos e alemães, mas numa consulta europeia mais ampla com todos os pares aqui presentes, com muitas capacidades ‌e muito pensamento estratégico", disse Macron.

Macron, que deve fazer um discurso neste mês sobre como vê o papel da dissuasão ⁠nuclear da França na Europa, disse que já iniciou essas consultas.

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"Temos que reorganizar nossa arquitetura de segurança na Europa. Porque a arquitetura de segurança anterior foi totalmente projetada e estruturada durante a Guerra Fria. Portanto, ela não é mais adequada", disse ele.

"Temos que rearticular a dissuasão nuclear nessa abordagem. E é por isso que estamos concebendo, e em algumas semanas eu detalharei isso, mas iniciamos um diálogo estratégico, obviamente com o chanceler Merz, mas também com alguns líderes europeus, a fim de ver como podemos articular nossa doutrina nacional, que é garantida e controlada pela Constituição", disse ele.

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