Líder supremo do Irã compara Donald Trump com líderes depostos em charge publicada nas redes sociais

Imagem mostra o presidente dos EUA como um sarcófago deteriorado e menciona 'arrogância' ao governar

12 jan 2026 - 10h07
(atualizado às 10h13)

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, publicou uma charge que retrata o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como um sarcófago em deterioração.

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A publicação, feita no último domingo, 11, faz uma comparação com figuras históricas conhecidas pelo poder absoluto, como faraós egípcios e os xás iranianos. No texto que acompanha a imagem, o aiatolá ressalta que esses governantes "foram derrubados quando estavam no auge de seu orgulho".

Segundo ele, líderes que governam com arrogância e julgam o mundo costumam ser depostos, citando Trump como exemplo futuro. "Este também será deposto", disse.

Conta oficial do líder supremo do Irã publicou uma charge retratando Donald Trump como um sarcófago em ruínas.
Conta oficial do líder supremo do Irã publicou uma charge retratando Donald Trump como um sarcófago em ruínas.
Foto: Reprodução/X/@Khamenei_fa / Estadão

Ainda no domingo, Trump declarou que a liderança do Irã procurou o governo americano para buscar "negociações", após ameaças reiteradas de intervenção militar caso Teerã continuasse a reprimir protestos no país. "Uma reunião está sendo organizada. Eles querem negociar", disse. O presidente, no entanto, afirmou que os Estados Unidos "talvez tenham de agir antes de uma reunião".

Mais cedo o governo iraniano afirmou que atacaria alvos militares e navios dos EUA no caso de um ataque dos Estados Unidos em apoio aos manifestantes, segundo o presidente do parlamento.

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Os protestos no país começaram após o aumento do custo de vida, mas rapidamente se transformaram em um desafio direto ao regime teocrático instaurado no país desde a Revolução Islâmica de 1979. Apesar de um bloqueio da internet que já dura vários dias, vídeos divulgados nas redes sociais mostram grandes manifestações em Teerã e em outras cidades.

O número de mortos nos protestos em quase duas semanas subiu para mais de 500, segundo uma ONG que monitora a situação no país.

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