Justiça dos EUA encerra proteções contra deportação de sul-sudaneses

7 ago 2026 - 14h03
(atualizado às 14h23)

Uma juíza federal abriu caminho ‌nesta sexta-feira para o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, encerrar proteções temporárias contra a deportação que permitem que centenas de cidadãos do Sudão do Sul vivam e trabalhem nos Estados Unidos.

A juíza federal distrital Patti Saris, em Boston, rejeitou uma ⁠tentativa de última hora de defensores dos direitos dos imigrantes ‌para manter a designação de Status de Proteção Temporária (TPS, na sigla em inglês) do Sudão do Sul, após a Suprema ‌Corte dos EUA ter permitido, em ‌junho, que o governo encerre proteções semelhantes para milhares ⁠de pessoas do Haiti e da Síria.

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A decisão da Suprema Corte, apoiada por sua maioria conservadora de 6 a 3, restringiu a capacidade dos juízes de instâncias inferiores de revisar as medidas do Departamento de Segurança Interna dos EUA, sob o ‌governo Trump, para encerrar o TPS para cerca de uma dúzia ‌de países.

Essa designação ⁠abrange pessoas cujos ⁠países de origem passaram por desastres naturais, conflitos armados ou outros eventos ⁠extraordinários, proporcionando aos migrantes qualificados autorização ‌de trabalho e proteção ‌temporária contra a deportação.

O DHS tomou medidas em novembro para encerrar o TPS para o Sudão do Sul, assolado por conflitos, alegando que o país não atende mais ⁠às condições para a designação, concedida pela primeira vez em 2011.

A medida do departamento teria levado ao fim das proteções para mais de 232 sul-sudaneses e pelo menos 73 sul-sudaneses com pedidos pendentes. Uma ordem ‌anterior da juíza Saris havia impedido que isso acontecesse.

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NOVOS FUNDAMENTOS

Após a decisão da Suprema Corte, advogados de um grupo de ⁠cidadãos do Sudão do Sul e da organização sem fins lucrativos African Communities Together instaram Saris a bloquear mais uma vez o fim do TPS com base em novos fundamentos que os juízes não haviam abordado.

Isso incluía o argumento de que o DHS não tinha autoridade para encerrar o TPS, pois a lei que criou o programa em 1990 referia-se apenas ao procurador-geral como a autoridade com competência para prorrogar e encerrar as proteções contra a deportação.

O DHS foi criado posteriormente, em 2002, após os ataques de 11 de setembro de 2001.

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