Italianos mostram otimismo com oportunidades no setor de maquinários no Brasil

'Com acordo UE-Mercosul, devemos crescer', disse embaixador Cortese

7 mai 2026 - 10h14

Empresários e diplomatas italianos se reuniram em São Paulo no âmbito da Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos (Feimec) para discutir as oportunidades no setor de maquinários, poucos dias após o acordo entre União Europeia e Mercosul ter entrado em vigor de forma provisória.

    Na ocasião, o embaixador da Itália no Brasil, Alessandro Cortese, exaltou a complementaridade econômica entre seu país e o Brasil, a qual, a seu ver, deverá se expandir diante do pacto comercial entre os blocos.

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    "Eles [Brasil] têm as matérias-primas, nós [Itália] temos as máquinas necessárias para melhor explorá-las", afirmou Cortese na abertura do evento "Italy meets Brazil", à margem da Feimec, na quarta-feira (6). "Nossas economias são complementares e serão ainda mais graças ao tratado UE-Mercosul", acrescentou.

    Para o diplomata italiano, "a combinação da inovação e criatividade italianas com o dinamismo empresarial brasileiro garantirá perspectivas econômicas muito promissoras por muitos anos".

    O evento, patrocinado pelo CDP (Fundo de Depósitos e Empréstimos, na sigla italiana) e pela Simest - empresa do grupo CDP - , reforçou o protagonismo das empresas do país europeu na feira, a primeira do setor de maquinários realizada na América Latina.

    O pavilhão italiano, coordenado pela ICE (Agência da Itália para Promoção no Exterior e Internacionalização das Empresas), com o apoio da Ucimu-Sistemi per Produrre (Sistemas Italianos para Produção), trouxe 15 empresas especializadas em maquinários, automação industrial, robótica e transformação digital.

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    A diretora no Brasil da ICE, Milena del Grosso, enfatizou o significativo valor da presença italiana: "Esta feira é extremamente importante e representa um polo para toda a América Latina. A participação da Itália, com suas empresas e suas instituições, é de altíssimo nível".

    Para Andrea Schiavone, responsável pelas relações internacionais do CDP, "o setor de maquinários é crucial para a nossa economia e a forte presença italiana nesta feira demonstra o interesse estratégico das empresas por este mercado".

    Já Sara Colombo, responsável pela Simest na América Latina, recordou o valor do "Misura America Latina", um programa de financiamento subsidiado para empresas italianas. Entre outras medidas, o projeto oferece uma taxa de juros subsidiada de até 0,319% ao ano, um subsídio não reembolsável que varia de 10% a 20% e um valor máximo de 200 mil euros para empresas no sul da Itália. O subsídio pode ser financiado até de 5 milhões de euros.

    Davide della Bella, diretor-geral da Ucimu, associação dos fabricantes italianos de maquinários e robôs, destacou que as feiras comerciais são uma oportunidade crucial "não apenas para apresentar produtos, mas também para revitalizar os negócios do nosso país e das nossas cidades".

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    O cônsul-geral de São Paulo, Domenico Fornara, tem a mesma opinião do embaixador Cortese ao afirmar que as empresas italianas no Brasil têm a sua disposição uma vasta gama de oportunidades, que deverão ser ampliadas com o acordo UE-Mercosul.

    "O sistema italiano, com todas as suas diversas instituições trabalhando em conjunto, está unido no apoio às empresas do nosso país em seu crescimento neste mercado", concluiu Fornara.

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