Itália prorroga medidas para conter alta dos combustíveis por guerra no Irã

Redução do preço da gasolina será válida até o próximo dia 1º de maio

3 abr 2026 - 13h18
(atualizado às 13h38)

O governo italiano aprovou nesta sexta-feira (3) a prorrogação até 1º de maio da redução do imposto especial sobre combustíveis, que representava um desconto temporário de cerca de 25 centavos por litro.

A decisão tomada pelo Conselho de Ministros tem como objetivo reduzir os preços dos combustíveis, que dispararam no país em virtude da crise desencadeada pela guerra no Irã.

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"Acabamos de aprovar o decreto-lei e estamos prorrogando a redução do imposto especial de consumo até 1º de maio", afirmou o ministro da Economia da Itália, Giancarlo Giorgetti, em coletiva de imprensa no Palazzo Chigi, em Roma.

Segundo ele, a prorrogação da medida custará 500 milhões de euros, valor recuperado dos 200 milhões de euros em excesso do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) de março, enquanto os outros 300 milhões de euros são de recursos não utilizados do imposto sobre o carbono (ETS).

O decreto prevê também uma intervenção específica para empresas agrícolas, estendendo os cortes de impostos que já vinham sendo aplicados ao setor da pesca. Além disso, incorpora o acordo com as associações comerciais "Transição 5.0".

"O crédito fiscal de 20%, originalmente destinado apenas a empresas de pesca, está sendo estendido a empresas agrícolas", explicou Giorgetti, destacando que há também uma intervenção voltada a empresas focadas em exportação.

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O ministro italiano ressaltou que "este decreto servirá como amortecedor até 1º de maio": "Depois, os eventos geopolíticos internacionais, que certamente não dependem de nós, sugerirão outros tipos de intervenções para lidar com o que é objetivamente uma situação muito complicada."

Sobre a possibilidade de ultrapassar o limite de déficit de 3% devido à crise energética derivada da guerra no Irã, Giorgetti disse que "uma discussão em nível europeu será inevitável se a situação não mudar".

"Expressei essa avaliação no início do conflito e a reiterei ao Eurogrupo no início desta semana. Farei o mesmo em qualquer reunião de consenso internacional da qual participe, porque essa é a realidade", acrescentou.

Por fim, comentou sobre os impactos globais do conflito, lembrando que foi realizada "uma reunião do G7 com organizações internacionais esta semana, e o quadro apresentado é objetivamente preocupante em termos das repercussões econômicas".

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"Todos estão vinculando as medidas a serem tomadas à duração do conflito. Infelizmente, essa duração terá consequências tanto para as políticas monetárias quanto fiscais de vários países. Em maior ou menor grau, acredito que o mundo inteiro será afetado", alertou. 

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