Após uma reunião no Palazzo Chigi, em Roma, com familiares das vítimas do incêndio de Crans-Montana, o governo italiano informou nesta quinta-feira (2) que solicitará participação como parte civil no processo.
O encontro na sede do governo reuniu diversas autoridades italianas, como a procuradora-geral do Estado, Gabriella Palmieri Sandulli, além de representantes dos Ministérios das Relações Exteriores, da Justiça e da Proteção Civil.
"Em consonância com a orientação expressa pelo Parlamento, a reunião serviu para compartilhar as medidas adotadas nas últimas semanas no âmbito da cooperação investigativa e judicial, tanto na Suíça quanto na Itália, e para avaliar possíveis iniciativas futuras: a primeira delas será o pedido do governo para atuar como parte civil", informou o comunicado oficial.
Durante a reunião entre o governo e os familiares das vítimas, também foi debatida a possibilidade de retorno do embaixador italiano à Suíça, a fim de avaliar de perto a eficácia da colaboração em curso.
Após a decisão, o vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, recebeu o aval da premiê Giorgia Meloni e já providenciou o retorno do diplomata.
Paralelamente, o interrogatório de Jacques Moretti, um dos proprietários do bar Le Constellation, pela promotoria de Sion, foi adiado devido ao estado depressivo do suspeito. O empresário francês seria ouvido pelos investigadores na próxima terça-feira (7).
Segundo informações da emissora suíça RTS, Moretti enfrenta um quadro de "choque pós-traumático" causado pela tragédia ocorrida no Réveillon e por sua prisão. Ele também estaria dormindo apenas três horas por noite.
Em carta, o advogado do empresário afirmou que seu cliente "está sujeito a uma pressão incomum da mídia", que "alguns jornalistas estão acampados em frente à sua casa" e que ele também recebeu "ameaças de morte".
O incêndio no bar Le Constellation deixou 41 mortos e 115 feridos durante as celebrações de Ano Novo. .