Cubanos usam bicicletas e triciclos elétricos para protestar contra sanções dos EUA

2 abr 2026 - 18h23

Ativistas ‌cubanos desfilaram nesta quinta-feira em bicicletas e triciclos elétricos ao longo da avenida Malecón, na orla marítima de Havana, acompanhados pelo presidente cubano Miguel Díaz-Canel, em uma demonstração de desafio em meio ⁠aos esforços dos EUA para privar a ilha ‌de combustível.

Os participantes da caravana organizada pelo governo passaram pela Embaixada dos EUA na capital ‌cubana, com seus veículos elétricos ‌e movidos a pedal exibindo bandeiras ⁠e faixas atacando as sanções impostas ao país pelo governo do presidente Donald Trump.

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A manifestação ocorreu um dia depois que o principal diplomata de Cuba em Washington convidou publicamente o governo dos ‌EUA a ajudar a reformar a economia debilitada ‌de Cuba como ⁠parte das ⁠negociações em andamento que ainda não produziram resultados.

Os participantes ⁠da manifestação disseram ‌ser favoráveis às negociações ‌com os EUA, mas exigiram respeito por Cuba.

"Acredito que um diálogo genuíno entre os dois governos é possível, mas a lei internacional e ⁠a autonomia de nosso país devem ser respeitadas", disse Sheila Ibatao, uma estudante de direito de Havana.

Díaz-Canel não se pronunciou durante o evento.

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O governo cubano costuma ‌organizar grandes comícios diante da Embaixada dos EUA. Essa caravana foi menor e mais discreta, afetada ⁠pela escassez de combustível que prejudicou a mobilidade e dificultou o transporte público.

Um petroleiro com bandeira russa chegou a Cuba esta semana e descarregou 700.000 barris de petróleo bruto, indicando algum alívio nas próximas semanas.

O governo Trump, que ameaçou impor tarifas aos países que exportam petróleo para Cuba e proibiu explicitamente as importações de petróleo russo, disse que permitiu que o navio-tanque de bandeira russa atracasse no porto cubano de Matanzas por razões humanitárias.

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