O vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, afirmou nesta quarta-feira (20) que manteve uma série de contatos com o chanceler israelense, Gideon Sa'ar, para tratar da situação envolvendo os cidadãos italianos detidos a bordo de uma flotilha com destino a Gaza.
Tajani insistiu na "libertação e repatriação o mais rápido possível" dos italianos envolvidos, entre eles um parlamentar e um jornalista, além da garantia de segurança e respeito aos direitos de todos os ativistas detidos.
Em declaração a jornalistas na Villa Doria Pamphilj, em Roma, o vice-premiê afirmou que "esta noite, os dois primeiros italianos da flotilha retornarão: o parlamentar Carotenuto e o jornalista Mantovani".
A chancelaria italiana informou ainda que funcionários da embaixada em Israel estão em contato com autoridades portuárias de Ashdod para prestar assistência consular e facilitar o retorno dos cidadãos à Itália. Os ativistas deverão passar por procedimentos de identificação antes de eventual liberação.
De acordo com autoridades, parte dos ativistas presos foi encaminhada a centros de detenção. Organizações jurídicas italianas também acionaram instâncias judiciais em Roma, pedindo a libertação imediata dos envolvidos e garantias legais.
O episódio ocorre em meio a relatos de detenções de dezenas de ativistas internacionais ligados à flotilha, além de reações diplomáticas e manifestações de organizações de direitos humanos que acompanham o caso.
As autoridades italianas seguem monitorando a situação dos demais cidadãos ainda sob custódia e afirmam manter diálogo constante com o governo israelense para acelerar as repatriações.
Ao todo, 30 italianos estão atualmente detidos, além de dois cidadãos espanhóis e um americano que residem permanentemente na Itália.
Um total de 87 ativistas a bordo da Flotilha Global Sumud, detidos pelas Forças de Defesa de Israel (IDF) e a caminho de Israel, iniciaram uma greve de fome.
Em uma publicação no X, a flotilha alegou que, pela segunda vez em três semanas, o exército israelense, que se autodenomina "o exército mais moral", havia "sequestrado seus amigos em águas internacionais".
Além disso, exigiu a libertação de todos os ativistas "em poder das autoridades israelenses" e instou os governos a condenarem o "ato de pirataria".