O vice-premiê da Itália e ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, disse não haver um prazo definido para encerrar o controle nas fronteiras com a Espanha.
"A segurança das fronteiras e o combate ao terrorismo são duas prioridades do governo", declarou Tajani à imprensa nesta segunda-feira (17), acrescentando que a Itália segue "analisando cuidadosamente quando reabrir o Espaço Schengen".
"Tudo depende de como a situação em Ceuta irá evoluir, a qual continua sendo motivo de grande preocupação", concluiu o ministro.
A Itália mantém o Acordo de Schengen - que prevê a livre circulação na União Europeia - suspenso com a Espanha desde 31 de julho, após milhares de deslocados terem se dirigido para a cidade autônoma espanhola no Marrocos.
O governo italiano previa, inicialmente, uma reavaliação da medida em 15 dias, no entanto, no sábado (15), autoridades marroquinas impediram o ingresso de cerca de 300 migrantes ilegais em Ceuta.
Em 8 de agosto, em represália, o governo espanhol deu início aos controles de fronteira para viajantes provenientes da Itália até 7 de setembro.
Hoje, o premiê de Madri, Pedro Sánchez, presidiu uma reunião interna para coordenar a crise migratória em Ceuta. O encontro fez um balanço das medidas já adotadas, bem como das "iniciativas necessárias para reforçar ainda mais a segurança e o bem-estar da população local".
Segundo o Palácio de Moncloa, o governo também pretende intensificar os esforços para identificar e prestar assistência aos migrantes que ainda se encontram na cidade autônoma.
De acordo com Madri, há cerca de 5 mil deslocados em Ceuta, mas a gestão do exclave situa um número entre 8 mil e 12 mil. Entre eles, há pelo menos 1,9 mil menores desacompanhados que já foram identificados.