Itália está entre países com maior expectativa de vida do mundo

Dados foram divulgados em estudo do Instituto Nacional de Estatística

10 abr 2026 - 18h43
(atualizado às 19h03)

A Itália está entre os países com maior longevidade do mundo, com uma expectativa de vida ao nascer de 83,4 anos, segundo relatório divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (Istat).

Expectativa de vida é de 83,4 anos na Itália
Expectativa de vida é de 83,4 anos na Itália
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O estudo mostra que, entre 1990 e 2024, a expectativa de vida aumentou significativamente: cerca de 8 anos para os homens e 6,5 anos para as mulheres. Atualmente, os homens vivem em média 81,5 anos, enquanto as mulheres chegam a 85,6 anos.

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Os dados também revelam diferenças regionais importantes. Em 2023, a idade mediana de morte foi de 81,6 anos para homens e 86,3 anos para mulheres, mas com variações consideráveis: em regiões como a Campânia, a expectativa ficou abaixo dos 82 anos, enquanto em Marcas ultrapassa os 86 anos.

De modo geral, as regiões mais populosas do sul italiano apresentam indicadores menos favoráveis.

O relatório, intitulado "Saúde: uma Conquista a Defender", cuja análise traça a evolução histórica da longevidade na Itália, destaca que um dos principais fatores para o aumento da longevidade foi a queda drástica da mortalidade infantil no primeiro ano de vida.

Em 2023, a taxa ficou em 2,7 mortes por mil nascidos vivos ? uma das mais baixas do mundo ? em contraste com os cerca de 230 por mil registrados no século 19.

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Segundo o Istat, esse avanço é resultado de um longo processo histórico impulsionado por melhorias na alimentação, nas condições de higiene, nos avanços da medicina e na ampla disseminação de vacinas.

A criação de um sistema universal de saúde em 1978 também desempenhou papel fundamental na consolidação desses ganhos.

Com a evolução do saneamento básico, a mortalidade por doenças infecciosas ? que predominava no período pós-unificação italiana ? caiu drasticamente, representando cerca de 1% das mortes desde os anos 1990. Durante a pandemia de Covid-19, esse índice subiu para 12,4% em 2020, mas voltou a cair para 5% em 2023.

Outras causas de morte também registraram queda expressiva ao longo do tempo. Doenças respiratórias e digestivas, por exemplo, passaram de centenas de óbitos por 100 mil habitantes no século XIX para níveis muito mais baixos atualmente. No caso das respiratórias, de cerca de 500 a 600 para 60 a 70 mortes por 100 mil habitantes; já as digestivas caíram de aproximadamente 400 para 40.

Apesar do envelhecimento populacional, a taxa geral de mortalidade permanece relativamente estável desde a década de 1950, em torno de mil mortes por 100 mil habitantes ? um reflexo dos avanços contínuos nas condições de vida e no sistema de saúde do país. 

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