O vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, elogiou a decisão da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, de aplicar provisoriamente o acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul.
"Isso representa um impulso positivo para as nossas exportações, que continuam a contribuir para o crescimento econômico da Itália. Convoquei uma força-tarefa comercial para segunda-feira, a fim de informar as empresas sobre os desdobramentos nas Américas", afirmou o chanceler.
O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, acompanhou o posicionamento do homólogo italiano e também elogiou a decisão da chefe do Executivo europeu.
"É a vez da Europa. Com a aplicação provisória do acordo com o Mercosul pela Comissão Europeia, empresas e setores produtivos em ambos os continentes poderão se beneficiar de maior crescimento e prosperidade. A Alemanha trabalhará incansavelmente para ajudar a desbloquear todo o potencial deste acordo histórico", declarou o político.
Na contramão de Tajani e Wadephul, o presidente da França, Emmanuel Macron, classificou a iniciativa da UE como uma "surpresa desagradável" e uma "abordagem inadequada".
"É uma grande responsabilidade para com os agricultores que expressaram suas preocupações e para com os cidadãos europeus e seus representantes, que não foram devidamente respeitados", disse o mandatário.
Um porta-voz da Comissão Europeia informou, em coletiva de imprensa, que o tratado entrará em vigor provisoriamente dois meses após o bloco europeu enviar uma notificação formal aos países do Mercosul. No entanto, não especificou a data exata.
"Posso garantir que a ratificação pelos países que ainda não o fizeram será rápida", acrescentou o porta-voz, referindo-se a Brasil e Paraguai, que ainda não deram sinal verde ao texto.
Na Argentina, após a aprovação final pelo Parlamento, o governo de Javier Milei promulgou o acordo UE-Mercosul com o objetivo declarado de viabilizar rapidamente a aplicação provisória dos benefícios tarifários.
"A Argentina notificou todos os depositários do acordo de que cumpriu e concluiu todos os procedimentos necessários para sua entrada em vigor e manifestou sua concordância com a aplicação provisória. Isso torna a Argentina o primeiro país do Mercosul a concluir as etapas necessárias, permitindo que o acordo seja implementado antes de sua entrada em vigor definitiva", informou o Ministério das Relações Exteriores, em Buenos Aires. .