O governo do presidente americano, Donald Trump, nomeou Darren Beattie, para tratar da relação do país com o Brasil. De extrema direita, ele foi escolhido para o cargo de assessor encarregado de supervisionar assuntos relacionados ao Brasil. As informações são da agência Reuters, confirmadas com fontes internas do Departamento de Estado norte-americano.
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Segundo a Reuters, o movimento sugere que a relação entre o Brasil e os Estados Unidos, países considerados como as “duas maiores democracias do Hemisfério Ocidental”, continua delicada apesar da reaproximação recente.
Dois funcionários do governo brasileiro disseram à agência, conforme publicado nesta sexta-feira, 27, que não estavam cientes da nomeação de Beattie e que estão apreensivos devido suas declarações públicas. “O impacto dele nas relações bilaterais dependerá do poder real que receber internamente”, acreditam.
Atualmente, Darren Beattie também é secretário assistente interino de Estado para assuntos educacionais e culturais. Em 2018 ele foi demitido de seu cargo como redator de discursos da Casa Branca por participar de um evento frequentado por nacionalistas brancos.
Em agosto, por exemplo, como subsecretário de Diplomacia Pública dos Estados Unidos, ele descreveu o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes como "o principal arquiteto do complexo de censura e perseguição dirigido contra [o ex-presidente brasileiro Jair] Bolsonaro", em uma publicação no X. Na época, o Itamaraty convocou o principal diplomata dos EUA em Brasília para explicar os comentários.