Uma operação internacional coordenada pela Direção Distrital Antimáfia (D.D.A.) de Brescia, na Itália, resultou na apreensão de mais de 2,6 toneladas de cocaína no Oceano Atlântico, ao largo da costa de Lisboa, em Portugal.
A ação, deflagrada nesta segunda-feira (27), envolveu a Guarda de Finanças da Itália, em colaboração com autoridades espanholas e portuguesas.
A droga foi encontrada em uma lancha rápida do tipo "go-fast", uma embarcação semirrígida com casco inflável projetada para atingir altas velocidades. A interceptação foi realizada pela Polícia Marítima portuguesa após o monitoramento contínuo da embarcação por aeronaves italianas equipadas com tecnologia avançada de vigilância marítima.
Durante a operação, quatro homens que estavam a bordo foram presos: dois espanhóis, um cidadão de Gibraltar e um albanês residente em Mântua e domiciliado na província de Brescia.
A missão contou com a participação de unidades do Comando Operacional Aeronaval e do Serviço Central de Investigação sobre a Criminalidade Organizada (SCICO) da Guarda de Finanças. As aeronaves italianas haviam sido deslocadas para a Península Ibérica no âmbito das operações de controle das fronteiras externas da União Europeia.
Segundo as autoridades, a carga apreendida teria um valor estimado de mercado no atacado de cerca de 78 milhões de euros (aproximadamente R$ 453 milhões). Caso a droga tivesse chegado ao destino final e fosse distribuída no varejo, poderia gerar um faturamento aproximado de 500 milhões de euros (cerca de R$ 2,9 bilhões).
As investigações apontam que organizações criminosas vêm recorrendo cada vez mais ao uso de lanchas de alta velocidade, com entre 10 e 16 metros de comprimento e equipadas com vários motores de alta potência. Esses barcos podem ultrapassar velocidades de 70 nós, dificultando a ação das forças de segurança.