A embaixada iraniana na Espanha disse nesta quinta-feira que o Irã seria receptivo a qualquer solicitação de Madri relacionada ao Estreito de Ormuz porque a Espanha respeita a lei internacional, estabelecendo a primeira concessão do tipo oferecida a um Estado da União Europeia.
A Espanha tem uma frota mercante relativamente pequena, mas foi um dos primeiros países a condenar os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, considerando a guerra imprudente e ilegal.
"NOTÍCIAS DE ÚLTIMA HORA: O Irã considera a Espanha um país comprometido com o direito internacional, por isso se mostra receptivo a qualquer pedido vindo de Madri. #EstreitoDeOrmuz", disse a embaixada iraniana em um post no X.
A publicação vem na esteira de nota vista pela Reuters na terça-feira do Ministério das Relações Exteriores do Irã às Nações Unidas, afirmando que "embarcações não hostis" poderiam transitar pelo estreito caso se coordenem com autoridades iranianas.
A guerra contra o Irã praticamente interrompeu o transporte de cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo através do estreito, causando interrupções no fornecimento de petróleo.
Um petroleiro tailandês navegou com segurança pelo estreito após a coordenação entre a Tailândia e o Irã, e o primeiro-ministro da Malásia disse nesta quinta-feira que as embarcações malaias também estavam sendo autorizadas a passar, em um sinal de que as restrições estavam diminuindo para alguns países após negociações diplomáticas.
O ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, afirmou nesta quinta-feira que não entendeu a que o Irã se referia em sua publicação no X. Ele disse que a Espanha tem votado de forma consistente a favor de sanções contra o Irã, incluindo a classificação da Guarda Revolucionária como organização terrorista.
"O que pedimos ao Irã e a todos aqueles que participam e promovem a guerra é desescalada, diplomacia e negociação, e que o Irã cesse seus ataques injustificados contra todos os países do Oriente Médio", disse Albares durante visita à Argélia.