O Irã pretende manter o bloqueio aos serviços de internet em nível nacional ao menos até o fim de março, na esteira dos protestos que chacoalharam o país desde o fim do ano passado.
A informação foi divulgada pelo IranWire, site de notícias ligado à diáspora iraniana no exterior. Segundo o portal, uma porta-voz do governo disse que o acesso à web não deve ser restabelecido antes do "Noruz", o Ano Novo do calendário persa e que cai por volta de 20 de março.
O blecaute da internet no Irã já dura uma semana, em uma tentativa do regime dos aiatolás de dificultar a troca de informações com o exterior sobre a onda de manifestações contra a crise econômica e o sistema político no país, governado por uma teocracia xiita desde a Revolução Islâmica de 1979.
A repressão brutal aos protestos deixou um número incerto de mortos, que varia de algumas centenas até mais de 10 mil vítimas. O governo iraniano, no entanto, não divulgou nenhuma cifra oficial de óbitos nas manifestações e diz que os atos foram desencadeados por "terroristas" financiados por "potências estrangeiras".