Irã pede a houthis do Iêmen para fechar rota comercial no Mar Vermelho, diz mídia

Possível bloqueio agravaria crise energética no mundo

16 jul 2026 - 13h50
(atualizado às 14h03)

O Irã pediu aos houthis do Iêmen para bloquear a rota de petróleo do Mar Vermelho, caso os Estados Unidos venham a atacar a infraestrutura energética persa, noticiou a Reuters nesta quinta-feira (16), citando três fontes.

    Segundo a reportagem, os houthis - grupo político e religioso armado xiita - já concluíram os preparativos para a ofensiva, implantando mísseis e drones perto do Estreito de Bab el-Mandeb. Agora aguardam a ordem para iniciar o ataque.

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    De acordo com a mesma fonte, representantes da Guarda Revolucionária Islâmica de Teerã, já presentes no Iêmen, decidirão quando fechar Bab el-Mandeb.

    A ameaça à passagem pelo Mar Vermelho poderá agravar a crise energética global, desencadeada pelo fechamento do Estreito de Ormuz. Neste caso, duas das principais rotas de exportação de petróleo do Oriente Médio ficariam bloqueadas simultaneamente.

    Ao mesmo tempo, os EUA e o Irã continuam a trocar ataques.

    Nesta quinta, o Comando Central dos EUA confirmou no X ter bombardeado centros de comando persas, "a fim de reduzir ainda mais a capacidade iraniana de ameaçar marinheiros inocentes a bordo de embarcações comerciais que transitam pelo Estreito de Ormuz".

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    Já o Irã acusou os americanos de atacarem áreas próximas à ilha de Qeshm, além do entorno de um hospital especializado no tratamento de câncer em Ahvaz.

    De acordo com Hossein Kermanpour, autoridade do Ministério da Saúde de Teerã, citado pelo The Guardian, alguns pacientes e seus acompanhantes fugiram do Hospital Boghayi, em Ahvaz, em meio à chuva de mísseis dos EUA, "restando no local apenas as pessoas em estado mais crítico".

    Em retaliação, o Exército do Irã anunciou ter atacado bases militares americanas na Jordânia, Kuwait e Bahrein.

    Em comunicado, a Guarda Revolucionária alegou que as forças dos EUA haviam "utilizado bases aéreas situadas na Jordânia para bombardear diversas áreas do Irã, incluindo as imediações de um hospital de câncer pediátrico". Em resposta, foram lançadas "duas ondas de ataques com mísseis" contra as bases americanas no Oriente Médio. .

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