Irã nega envolvimento em plano contra base aérea administrada pelos EUA após detenção de britânicos

28 set 2026 - 11h40
Resumo
O Irã negou ligação com um suposto plano contra a base britânica de RAF Fairford, usada pelos EUA em ataques contra alvos iranianos, após a prisão de cinco britânicos por suspeita de terrorismo e porte de explosivos. Embora Teerã classifique as suspeitas como propaganda infundada, investigadores veem uma motivação iraniana como a hipótese mais provável, sem descartar pistas russas ou islâmicas. As autoridades do Reino Unido e dos EUA investigam o caso enquanto mantêm a segurança reforçada no local.

O Irã ‌negou nesta segunda-feira qualquer envolvimento em uma suposta conspiração para atacar uma base aérea britânica usada pelos Estados Unidos para realizar ataques contra alvos iranianos, e a polícia informou que os cinco homens presos por crimes relacionados ⁠a explosivos e terrorismo são cidadãos britânicos.

A polícia britânica prendeu ‌os cinco na madrugada de domingo, após ser alertada sobre três vans brancas que se dirigiam à RAF ‌Fairford, uma base britânica que ‌abriga bombardeiros norte-americanos que realizam missões contra o Irã.

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A ⁠Guarda Revolucionária do Irã disse em julho que a base era um alvo legítimo.

A polícia informou na segunda-feira que os cinco detidos são cidadãos britânicos de Londres, com cerca de 20 anos, e que estavam tentando entender ‌o motivo.

Uma fonte familiarizada com a investigação disse que um ‌motivo ligado ao Irã ⁠era considerado ⁠o mais provável, embora uma operação de sabotagem russa ou uma ⁠conspiração islâmica também estivessem ‌sendo analisadas como possibilidades.

A ‌embaixada do Irã em Londres declarou em comunicado que "rejeita categoricamente e condena veementemente as recentes especulações infundadas e maliciosas", que, segundo ela, alimentariam a "propaganda iranofóbica" no ⁠Reino Unido.

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A polícia afirmou ter várias novas linhas de investigação após examinar o local durante a madrugada.

A coordenadora nacional sênior da Polícia Antiterrorista, Vicki Evans, disse estar ciente das especulações sobre o ‌motivo e das questões geopolíticas que estavam sendo levantadas, mas pediu que fosse dado à polícia "espaço para trabalhar com ⁠cuidado e clareza".

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou no domingo que os suspeitos pretendiam causar "grandes danos" e estavam sob investigação pelas autoridades britânicas e norte-americanas, mas a mídia britânica expressou dúvidas sobre o grau de vigilância a que estavam sujeitos, considerando o quão perto chegaram da base.

A fonte familiarizada com a investigação afirmou que as prisões não foram "orientadas por informações de inteligência", embora a segurança tivesse sido reforçada na base, sugerindo que as autoridades estavam cientes de um aumento na ameaça.

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