A Confindustria lidera uma missão empresarial com mais de 100 companhias no Brasil e na Argentina para impulsionar negócios. A associação projeta que as exportações da Itália para o Mercosul podem quase dobrar com a plena implementação do acordo comercial com a União Europeia, saltando de 7,5 bilhões para 14 bilhões de euros anuais. A comitiva inclui ministros italianos e prevê rodadas de negócios em setores como agroalimentar, maquinário, saúde, transição energética e tecnologias digitais.
A Confindustria, principal associação de industriais da Itália, projeta que as exportações do país para o Mercosul podem saltar dos atuais 7,5 bilhões de euros (R$ 44,7 bilhões) para 14 bilhões (R$ 83,4 bilhões) por ano com a plena implementação do acordo comercial entre o bloco sul-americano e a União Europeia.
A estimativa foi apresentada por Maurizio Tarquini, diretor-geral da entidade, às vésperas do início de uma missão empresarial italiana na Argentina e no Brasil.
"A pleno regime, estimamos prudentemente que a exportação italiana para a região possa chegar a 14 bilhões de euros, quase dobrando o valor atual. É assim que um acordo comercial sai do papel e entra na economia real: novos mercados, contratos, investimentos, exportação e trabalho", afirmou.
Os números recentes reforçam o otimismo: em maio de 2026, quando o acordo comercial entrou em vigor de forma provisória, as exportações italianas para o Mercosul cresceram 21,1% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.
A missão na Argentina e no Brasil será chefiada pelo presidente da Confindustria, Emanuele Orsini, e contará com a participação dos ministros das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, e da Educação, Giuseppe Valditara, além de representantes de instituições e empresas públicas voltadas à promoção de exportações, como a agência ICE.
Antes disso, a entidade de industriais realizou uma visita ao Uruguai, encerrada neste sábado (5), com delegação encabeçada pela vice-presidente Barbara Cimmino.
Estão confirmadas mais de 100 empresas italianas dos setores agroalimentar, de máquinas e equipamentos, farmacêutico e médico, tecnologias digitais e transição energética. A agenda prevê rodadas de negócios B2B com companhias argentinas e brasileiras, visitas técnicas e encontros institucionais.
"As exportações italianas continuam crescendo. Apesar das tensões internacionais e de um quadro geopolítico complexo, alcançaram 337 bilhões de euros [R$ 2 trilhões] no primeiro semestre de 2026, 4,5% a mais que no mesmo período do ano passado. É um resultado construído pelas nossas empresas em condições nada simples. Mas, para continuar crescendo, é preciso olhar além, diversificar os mercados de destino e criar novas oportunidades por meio de acordos comerciais como o da UE com o Mercosul", disse Tarquini.