Imagens mostram maior ataque de Israel ao Líbano; mais de 200 pessoas morreram

Ofensiva representa a maior onda de bombardeios de Israel contra o grupo xiita Hezbollah desde que o Líbano foi envolvido na guerra

8 abr 2026 - 16h50
Um bombeiro caminha entre carros destruídos enquanto um prédio queima após um ataque aéreo israelense em 8 de abril de 2026, em Beirute, Líbano
Um bombeiro caminha entre carros destruídos enquanto um prédio queima após um ataque aéreo israelense em 8 de abril de 2026, em Beirute, Líbano
Foto: Chris McGrath/Getty Images

Os ataques israelenses contra o Líbano nesta quarta-feira, 8, deixaram ao menos 254 mortos e mais de 830 feridos, segundo dados preliminares divulgados pela Defesa Civil do país, que segue mobilizada no atendimento e resgate das vítimas. 

A ofensiva representa a maior onda de bombardeios de Israel contra o grupo xiita Hezbollah desde que o Líbano foi envolvido no conflito no Oriente Médio, em 2 de março, colocando em risco o cessar-fogo de duas semanas firmado entre Estados Unidos e Irã.

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"O Ministério da Saúde Pública ressalta que, neste momento, a prioridade é a realização das operações de socorro e o salvamento de pessoas que ainda estão presas sob os escombros, bem como a garantia de atendimento médico a todos os feridos, por meio de sua distribuição entre os hospitais, de acordo com a gravidade de cada caso", informou o Ministério da Saúde do Líbano.

Atuando como mediador nas negociações, o governo do Paquistão afirmou na última terça-feira, 7, que a trégua também incluiria o território libanês. Ainda assim, Tel Aviv deixou claro que não pretende interromper as operações militares no país árabe.

Com a mobilização de 50 caças, a ofensiva israelense lançou cerca de 160 bombas contra 100 alvos em apenas 10 minutos, segundo as Forças de Defesa de Israel (IDF), atingindo "centros de comando do Hezbollah e outras infraestruturas militares" em Beirute, no Vale do Beqaa e no sul do Líbano. O comunicado acrescenta que mais de 100 centros de comando e instalações militares consideradas terroristas foram atacados, e um comandante relevante do grupo foi morto.

Entre os alvos, conforme as IDF, estavam escritórios utilizados para planejar "ataques contra tropas e civis israelenses". "Este é o golpe concentrado mais duro que o Hezbollah sofreu desde a operação dos pagers [em 2024]", afirmou o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz.

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Em resposta, o primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, acusou Israel de "continuar expandindo sua agressão, mirando áreas residenciais densamente povoadas e tirando a vida de civis desarmados em várias partes" do país.

De acordo com a Reuters, na capital libanesa, testemunhas relataram "cenas apocalípticas", enquanto fontes médicas apontaram a presença de diversos corpos nas ruas de Beirute.

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Cessar-fogo em risco

Durante entrevista à emissora PBS, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Líbano "não está incluso no acordo" de cessar-fogo com o Irã. "Está tudo bem, é só uma escaramuça que vamos resolver", disse.

Já de acordo com o jornal americano The Wall Street Journal, representantes iranianos alertaram que a participação nas negociações previstas para sexta-feira, 10, em Islamabad, no Paquistão, dependerá de um cessar-fogo no Líbano.

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A agência Fars, ligada à Guarda Revolucionária do Irã, informou que o tráfego de petroleiros no Estreito de Ormuz foi novamente interrompido e que Teerã considera retomar os bombardeios contra Israel caso não haja trégua no país árabe.

Enquanto o gabinete do secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou "de forma veemente" os ataques israelenses no Líbano e a "perda de vidas civis".

Fonte: Portal Terra
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