Homem esfaqueia duas pessoas em Londres em ataque antissemita

Agressões contra judeus têm se repetido na capital britânica há semanas

29 abr 2026 - 09h51
(atualizado às 10h41)

Duas pessoas foram esfaqueadas nesta quarta-feira (29) em Londres, no bairro de Golders Green, região que abriga uma grande comunidade judaica. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, classificou o ocorrido como "profundamente preocupante", já que as agressões antissemitas têm se repetido nas últimas semanas na capital do Reino Unido.

Londres viveu novo ataque antissemita nesta quarta-feira
Londres viveu novo ataque antissemita nesta quarta-feira
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O suspeito foi preso após ser visto correndo com uma faca "para esfaquear membros judeus em público", informou a Shomrim, organização de vigilância comunitária judaica, nas redes sociais.

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A ONG acrescentou que as duas pessoas feridas, que não tiveram as identidades reveladas, foram atendidas pela Hatzola, organização voluntária judaica de serviços médicos de emergência.

"Estamos trabalhando em estreita colaboração com a polícia e pedimos a qualquer pessoa que tenha informações que entre em contato com as autoridades", acrescentou a Shomrim.

Starmer declarou que uma investigação policial está em andamento e que "precisamos ser absolutamente claros ao lidar com este tipo de crime, que temos visto com muita frequência".

O incidente de hoje ocorreu em meio a uma série de incêndios criminosos contra a comunidade judaica em Londres, de modo paralelo à guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.

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O primeiro ataque, no final de março, teve quatro ambulâncias pertencentes à Hatzola incendiadas. Outras agressões tiveram como alvos a Sinagoga Unida de Kenton, em Harrow, e as instalações de uma instituição de caridade judaica. Na semana passada, a Sinagoga Reformista de Finchley também foi alvo da violência.

No total, a polícia londrina prendeu 26 pessoas ligadas aos diversos ataques.

De acordo com a AFP, muitas das investidas foram reivindicadas por um grupo supostamente ligado a Teerã, chamado Harakat Ashab al-Yamin al-Islamiya ("Movimento Islâmico do Povo da Mão Direita").  

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