Hezbollah planeja contribuir com projeto para deslocados libaneses

27 set 2026 - 16h03
Resumo
O líder do Hezbollah, Naim Qassem, anunciou que o grupo lançará um projeto habitacional para abrigar libaneses de aldeias destruídas no conflito com Israel, além de financiar obras de restauração por meio de recursos próprios e doações. Qassem também cobrou indenizações e ações diretas do governo libanês para auxiliar os mais de 340 mil cidadãos que permanecem desabrigados. Desde o início dos confrontos em março, os ataques israelenses já deixaram mais de 4.300 mortos e 12.000 feridos no país.

O grupo ‌libanês Hezbollah, apoiado pelo Irã, afirmou neste domingo que contribuirá em breve para um projeto que visa abrigar milhares de pessoas deslocadas devido à guerra com Israel.

O anúncio ⁠foi feito pelo líder do Hezbollah, ‌Naim Qassem, durante um discurso em evento que marcou o segundo aniversário do ‌assassinato do líder Hassan ‌Nasrallah por Israel, em 2024.

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"O partido (Hezbollah) ⁠está comprometido em fornecer abrigo, restauração e reconstrução com os recursos disponíveis e as doações. Os detalhes de um novo projeto habitacional para moradores de aldeias que ‌foram completamente destruídas serão anunciados em ‌breve", disse Qassem.

Qassem ⁠afirmou que ⁠o Estado libanês deveria ter assumido a responsabilidade ⁠pelo abrigo ‌e pela indenização ‌dos deslocados.

"Ainda é seu dever cumprir suas responsabilidades em relação ao abrigo, à indenização e a todas as obrigações ⁠relacionadas à reconstrução e à restauração", disse ele.

Mais de um milhão de pessoas, representando quase um quarto da população do Líbano, foram ‌deslocadas após o início de uma nova guerra entre as forças armadas de Israel ⁠e o Hezbollah no início de março.

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A maioria já retornou às suas casas, mas mais de 340 mil continuam deslocadas porque suas cidades foram destruídas ou estão localizadas em áreas ocupadas pelas forças armadas israelenses.

Desde 2 de março, os ataques israelenses mataram mais de 4.300 pessoas no Líbano, incluindo mais de 250 crianças, e feriram outras 12.000, incluindo 1.000 crianças.

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