O ex-produtor de Hollywood Harvey Weinstein, pivô do movimento #MeToo, foi condenado a 15 anos de prisão em Nova York por crime sexual contra a ex-assistente Miriam Haley, cometido em 2006. A nova sentença ocorre após a anulação de sua condenação anterior pelo mesmo delito. Aos 74 anos e com a saúde debilitada, Weinstein, que já cumpriu seis anos detido, ainda aguarda a reavaliação de outra pena por estupro na Califórnia, que definirá se as sentenças serão cumpridas de forma simultânea ou consecutiva.
O ex-produtor de Hollywood Harvey Weinstein, figura central dos escândalos que deram origem ao movimento #MeToo, foi condenado a 15 anos de prisão por um crime sexual contra a ex-assistente de produção Miriam Haley, em 2006.
Os promotores haviam recomendado 20 anos de detenção para o ex-cineasta, além de cinco anos de liberdade condicional supervisionada, a mesma sentença imposta pelo mesmo delito em 2020, antes de a mais alta corte de Nova York anular a condenação.
A defesa havia pedido nove anos de prisão, levando em consideração a saúde debilitada do ex-produtor, que já cumpriu mais de seis anos de reclusão. Os advogados argumentaram que uma pena mais longa aumentaria a probabilidade de Weinstein, de 74 anos, morrer na penitenciária.
"Não sou uma pessoa perfeita, mas uma que cometeu erros. Refletir sobre tudo o que aconteceu desde 2017 me ajudou a reconhecer como minha conduta passada impactou negativamente outras pessoas", disse Weinstein, ao ler sua declaração no tribunal.
Haley, por sua vez, disse esperar que esta seja a última vez que precisará prestar depoimento sobre o crime cometido por Weinstein. Ela descreveu a situação como traumatizante e revelou ter considerado desistir várias vezes, pois sentia como se fosse ela a ré no processo, após passar por interrogatórios, atenção da imprensa e hostilidade nas redes sociais.
Após a anulação de uma condenação anterior e dois julgamentos subsequentes sem sucesso, a sentença estabeleceu um marco significativo no capítulo nova-iorquino da saga judicial de nove anos que deu origem ao movimento global #MeToo.
De acordo com a revista Variety, Weinstein ainda passará por uma reavaliação da sentença na Califórnia por estuprar e agredir sexualmente a modelo e atriz italiana Evgeniya Chernyshova em um hotel de Los Angeles, em 2013. O juiz Curtis Farber determinou que caberá ao estado americano decidir se a pena será cumprida de forma simultânea ou consecutiva. .