A inflação na Itália avançou 2,8% em abril, na comparação com igual período do ano passado, impulsionada pelo aumento dos preços de energia devido à guerra no Irã.
Segundo dados preliminares divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Nacional de Estatística (Istat), essa cifra representa uma aceleração de 1,1 ponto percentual em relação a março, quando o Índice Nacional de Preços para a Coletividade (NIC) havia registrado alta anualizada de 1,7%.
Já na comparação com março de 2026, o NIC em abril teve crescimento de 1,2%.
De acordo com o Istat, os resultados "refletem principalmente o aumento acentuado dos preços dos produtos energéticos não regulamentados", como combustíveis, "e dos regulamentados", como tarifas de luz e gás. Esses dois segmentos haviam tido deflação de -2,0% e -1,6% em março, na comparação ano a ano, mas registraram inflação de 9,9% e 5,7% em abril, respectivamente.
A disparada é fruto da pressão inflacionária provocada pela guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, que, em represália, fechou o Estreito de Ormuz, rota crucial para o escoamento da produção de petróleo e gás do Golfo Pérsico, causando um choque global nos preços de energia.
Devido à crise, o governo de Giorgia Meloni reduziu impostos sobre combustíveis para tentar segurar a inflação, que também foi impulsionada pela alta dos alimentos não manufaturados (de +4,7% para +6,0%).
O chamado "carrinho de compras", espécie de cesta básica da Itália e que inclui alimentos, produtos de limpeza e de higiene, registrou crescimento anualizado de 2,5% em abril, contra 2,2% de março. A previsão do Istat é de que a inflação no país encerre 2026 em 2,4%.