Em meio ao impasse na guerra contra o Irã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou nesta quinta-feira (30), no Truth, uma imagem sua com a seguinte frase: "The storm is coming" ("A tempestade está chegando").
Apesar de não ter acrescentado nenhum detalhe, menos de cinco minutos depois, o mandatário escreveu que "uma pesquisa da Harvard Harris Poll afirma que grande parte dos americanos apoia Trump na suspensão do programa nuclear iraniano".
De modo paralelo, o guia supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, declarou hoje que "o único lugar possível para os EUA no Golfo Pérsico é no fundo do mar".
A mensagem, divulgada pela TV estatal, foi enviada por ocasião do Dia Nacional do Golfo Pérsico, celebrado no país persa nesta quinta.
Khamenei, que assumiu o posto após o assassinato de seu pai por forças americanas e israelenses em 28 de fevereiro, reforçou que a "nova gestão" do Estreito de Ormuz por Teerã "trará calma e progresso", além de "benefícios econômicos para todas as nações", e que seu governo eliminará os "abusos inimigos das vias navegáveis".
O guia supremo destacou ainda que os países da região compartilham um "destino comum" e que "estrangeiros que cometem o mal" não têm futuro ali.
De acordo com um alto assessor militar de Khamenei, Mohsen Rezaei, o bloqueio de Washington aos portos iranianos "fracassará", alertando que Teerã poderá optar pelo "confronto caso o bloqueio persista". A informação foi divulgada pela agência de notícias turca Anadolu.
Em declarações transmitidas nesta manhã pela televisão estatal, Rezaei também afirmou que o Irã possui "diversas maneiras de contornar os navios dos EUA", enfatizando que as tentativas dos americanos de mantê-los na localidade "serão infrutíferas".
O país persa fechou o Estreito de Ormuz em 2 de março, devido aos ataques em seu território. Em 17 de abril, chegou a reabri-lo, mas, após os EUA manterem o bloqueio naval aos portos iranianos, Teerã voltou atrás no dia seguinte.
Segundo o Departamento de Defesa de Washington, os dois meses de conflito no Irã já custaram US$ 25 bilhões aos cofres do país.