Pelo menos nove pessoas, incluindo duas crianças, morreram em ataques israelenses no sul do Líbano, informou o Ministério da Saúde de Beirute nesta quinta-feira (30).
De acordo com a pasta, o bombardeio deixou ainda 23 feridos, sendo sete menores e oito mulheres. Já a mídia estatal do país noticiou diversas ofensivas na região apenas hoje.
Também nesta quinta, o presidente libanês, Joseph Aoun, voltou a denunciar as "contínuas violações do cessar-fogo de quase duas semanas por Israel", que segundo ele, além dos ataques, os militares do país judeus também realizam "demolições de casas e locais de culto, enquanto o número de mortos e feridos aumenta a cada dia".
Hoje, um porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF) pediu a evacuação de oito vilarejos no sul do país árabe, em antecipação a uma ação militar planejada para a região.
Pouco depois do início da trégua entre o exército israelense e o Hezbollah, em 17 de abril, Tel Aviv definiu uma chamada "linha amarela": uma faixa no território libanês com cerca de 10 quilômetros de largura ao longo da fronteira, onde tem realizado operações militares.
"É preciso pressionar Israel para garantir que respeite as leis e convenções internacionais e cesse os ataques contra civis, paramédicos, defesa civil e organizações humanitárias de saúde e assistência", reforçou Aoun, no dia em que três paramédicos mortos por israelenses foram sepultados.
Conforme lembrou a AFP, o Hezbollah reivindicou a autoria de diversas operações contra as IDF na região, bem como o lançamento de foguetes em direção ao norte de Israel, desde o início do cessar-fogo.
No domingo (26), membros de uma família brasileira, sendo a mãe e seu filho de 11 anos, morreram em um bombardeio em Bint Jeil, que também vitimou o pai, um libanês. Um outro filho menor, também brasileiro, ficou ferido.