Governo Trump estuda decreto sobre autismo e vacinas, diz fonte

6 ago 2026 - 20h37
(atualizado em 7/8/2026 às 19h32)

O governo Trump está considerando ‌um decreto sobre vacinas e autismo que poderia ser editado já na próxima semana, afirmou nesta quinta-feira uma pessoa a par das discussões.

A iniciativa é motivada pelo interesse do presidente Donald Trump em tomar novas medidas em relação ao autismo, segundo a fonte, que ⁠falou sob condição de anonimato para revelar discussões privadas. A fonte ‌não forneceu detalhes sobre o escopo da decreto, que havia sido noticiado anteriormente pela Bloomberg News.

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O governo Trump, sob a liderança ‌do secretário de Saúde, Robert F. Kennedy ‌Jr., tem promovido novos estudos sobre vacinas e autismo, ⁠apesar de pesquisas envolvendo milhões de pessoas nas últimas duas décadas terem concluído que não há uma relação comprovada entre os dois.

"O presidente Trump foi claro: a América deve ter o melhor calendário de vacinação infantil do mundo", afirmou o porta-voz da Casa Branca ‌Kush Desai, em comunicado. "A Administração permanece firmemente comprometida em concretizar essa prioridade ‌presidencial, com base em ⁠ciência de ⁠padrão ouro, em prol dos inúmeros pais cujas dúvidas e preocupações sobre a ⁠vacinação foram ignoradas ou ridicularizadas."

O ‌Departamento de Saúde e Serviços ‌Humanos não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters.

A pressão de Trump por um decreto presidencial ocorre mesmo enquanto seus próprios assessores políticos instavam Kennedy a se manter ⁠afastado de questões relacionadas a vacinas até depois das eleições de meio de mandato de novembro, por temerem que isso pudesse prejudicar os republicanos. Mas Trump continuou a pressionar Kennedy em particular, perguntando-lhe quais novos esforços estão em ‌andamento em relação às vacinas e se o secretário de Saúde acredita que, no fim das contas, conseguirá comprovar uma ligação com ⁠o autismo, informou a Reuters no mês passado.

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No ano passado, Trump associou o autismo às vacinas infantis e ao uso do popular analgésico Tylenol durante a gravidez, trazendo alegações sem respaldo científico para o centro das discussões sobre a política de saúde dos EUA.

Kennedy, um ativista antivacina de longa data que tem associado vacinas ao autismo e afirmado que nenhuma vacina é segura, sofreu um revés em março, quando uma decisão judicial bloqueou elementos-chave de seus esforços para reescrever a política de vacinação dos EUA e reformular um painel consultivo nacional sobre imunizações.

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