Houthis atacam Marib novamente, enquanto ONU alerta que Iêmen está à beira de conflito mais amplo

7 ago 2026 - 19h37
(atualizado em 8/8/2026 às 12h16)

Os houthis do Iêmen, alinhados ao Irã, ‌lançaram mísseis balísticos e drones contra campos de deslocados e bairros residenciais na cidade de Marib nesta sexta-feira, matando duas pessoas e ferindo outras 14, informou a agência de notícias estatal Saba, citando autoridades locais.

Os houthis afirmaram ter atacado, ⁠com mísseis e drones, forças apoiadas pela Arábia Saudita, depósitos, ‌veículos e equipamentos militares no acampamento de Sahn al-Jinn, na cidade. A Reuters não conseguiu verificar de forma ‌independente as alegações de nenhum dos ‌lados.

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Os ataques ocorreram um dia depois que pelo ⁠menos 30 soldados do governo iemenita foram mortos em ataques a acampamentos militares nas províncias de Marib e Hadramawt, segundo fontes governamentais, em uma das escaladas mais mortíferas dos últimos meses.

Os houthis também assumiram a responsabilidade pelos ataques de quinta-feira, ‌afirmando que atacaram posições militares sauditas nas duas províncias após ‌detectarem o que ⁠descreveram como ⁠um grande reforço militar saudita antes de uma escalada contra áreas sob ⁠seu controle.

O enviado especial ‌da ONU para o ‌Iêmen, Hans Grundberg, afirmou nesta sexta-feira que os últimos ataques em Marib e Hadramawt, juntamente com novos ataques à navegação comercial no Mar Vermelho e no Golfo ⁠de Áden, colocaram o Iêmen em seu maior risco de um novo conflito em grande escala desde a trégua mediada pela ONU em abril de 2022.

Ele instou todas as partes a exercerem ‌a máxima moderação e a participarem das negociações lideradas pela ONU, alertando que a violência corria o risco de ⁠arrastar o Iêmen para um confronto regional mais amplo.

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Os houthis declararam um bloqueio naval contra a Arábia Saudita no Mar Vermelho no mês passado, em resposta ao que descreveram como um cerco saudita ao Iêmen — alegação que Riad nega.

A Arábia Saudita lidera uma coalizão militar que apoia o governo internacionalmente reconhecido do Iêmen desde 2015, após os houthis terem tomado a capital, Sanaa, em 2014. A guerra devastou o Iêmen e desencadeou uma das piores crises humanitárias do mundo.

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