Governo dos EUA tenta barrar leilão de mais de 100 artefatos resgatados do Titanic

Itens alvo de disputa incluem pertences pessoais, moedas, itens de cozinha e decoração que estavam no Titanic

24 jun 2026 - 09h59
A RMS Titanic já organiza exibições de destroços do naufrágio em exposições
A RMS Titanic já organiza exibições de destroços do naufrágio em exposições
Foto: RMS Titanic

O governo dos Estados Unidos está em uma disputa judicial com a RMS Titanic Inc., empresa que detém direitos exclusivos sobre os remanescentes do famoso naufrágio e que quer leiloar mais de 100 artefatos resgatados dos destroços do navio. As informações constam em documentos judiciais que foram acessados pela agência Associated Press

Os itens alvo de disputa incluem pertences pessoais, moedas, itens de cozinha e decoração que estavam no Titanic. Mas a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica, que representa os interesses e a supervisão dos EUA no local do naufrágio, alega que a venda violaria obrigações legais da RMS Titanic com o sítio onde o navio afundou. 

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Os EUA defendem que acordos firmados anteriormente estabeleciam que esses itens somente poderiam ser exibidos em museus e exposições itinerantes. Porém, advogados da empresa dizem que o acordo de leilão proposto não violaria ordens judiciais e acordos existentes sobre os artefatos.

Desde 1987, as operações de salvamento recuperaram milhares de itens e até pedaços do casco do Titanic. RMS Titanic ganha dinheiro expondo-os.

Ao longo das décadas, a empresa tentou vender artefatos para financiar futuras explorações. Mas esses esforços foram contestados pelos tribunais dos EUA, juntamente com grupos de preservação e parentes das vítimas. Alguns dos itens recuperados pertenciam a passageiros a bordo do navio.

No entanto, itens salvos por sobreviventes ou arrancados da água por equipes de resgate podem ser vendidos e, muitas vezes, atingem grandes somas. Um colete salva-vidas usado por um passageiro foi vendida por pouco mais de US$ 900.000 (R$ 4,7 milhões) em abril, enquanto um relógio de bolso de ouro dado ao capitão do navio que resgatou os sobreviventes foi vendido por quase US$ 2 milhões (R$ 10,4 milhões) em 2024.

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Os leiloeiros dizem que o fascínio interminável com o Titanic – que afundou em 1912 depois de atingir um iceberg em sua viagem inaugural da Europa para Nova York, matando mais de 1.500 pessoas – e a raridade dos artefatos se somam à alta demanda e aos preços exorbitantes.

Fonte: Portal Terra
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