Governo da Sérvia pede a presidente que dissolva Parlamento e convoque eleições antecipadas

7 set 2026 - 12h33
(atualizado às 13h39)
Resumo
O governo da Sérvia pediu a dissolução do Parlamento para convocar eleições antecipadas em outubro, adiantando o pleito previsto para 2027. A manobra visa permitir que o presidente Aleksandar Vucic concorra a primeiro-ministro para consolidar seu poder após intensos protestos populares contra a corrupção e seu governo de 12 anos. As manifestações eclodiram após uma tragédia ferroviária em 2024, enquanto a oposição acusa o líder de autoritarismo e repressão, alegações que ele nega.

O governo da Sérvia ‌pediu nesta segunda-feira ao presidente sérvio, Aleksandar Vucic, que dissolva o Parlamento e marque uma data para eleições antecipadas, em um movimento de Vucic para tentar reforçar seu controle ⁠sobre a política sérvia tornando-se primeiro-ministro, após quase ‌dois anos de protestos liderados por estudantes.

Espera-se que Vucic defina a data das ‌eleições parlamentares nos próximos dias. ‌De acordo com a Constituição, deve ⁠haver um período de 45 a 60 dias para a campanha eleitoral.

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Ao anunciar o pedido de dissolução do Parlamento, o primeiro-ministro, Djuro Macut, afirmou: "Se quisermos amenizar as tensões na ‌sociedade, não há maneira melhor do que consultar ‌o povo".

As ⁠próximas eleições ⁠parlamentares na Sérvia estavam previstas apenas para dezembro de ⁠2027. No entanto, ‌Vucic afirmou que ‌uma votação antecipada seria realizada antes, nos dias 18 ou 25 de outubro.

Isso permitiria que Vucic, cujo Partido Progressista Sérvio o ⁠indicou no sábado para concorrer ao cargo de primeiro-ministro, tentasse reafirmar sua autoridade após os protestos terem representado o maior desafio ao seu governo.

Vucic, ‌que governa o país como presidente ou primeiro-ministro há 12 anos, enfrentou manifestações anticorrupção ⁠desencadeadas pelo desabamento de uma cobertura de concreto em uma estação ferroviária na cidade de Novi Sad, no norte do país, em novembro de 2024, que matou 16 pessoas.

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A oposição e os manifestantes acusam Vucic e seus aliados de violência contra adversários políticos, corrupção desenfreada, vínculos com o crime organizado e restrição à liberdade de imprensa — acusações que Vucic e seus aliados negam.

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