O governo da França sobreviveu a um voto de desconfiança no Parlamento nesta segunda-feira, em relação à sua gestão de uma forte onda de calor no final de junho.
Os defensores da moção afirmaram que o governo não tomou medidas suficientes para amenizar os efeitos da onda de calor do mês passado, em um país onde foram registradas, até o momento, 2.025 mortes a mais do que o normal. As autoridades de saúde francesas alertaram que esse número provavelmente aumentará.
A moção, apresentada pelo Partido Verde da França, que precisava de 289 votos para ser aprovada, recebeu o apoio de apenas 132 deputados.
"Ninguém se deixa enganar. Essa moção não protegerá um idoso isolado. Não resfriará um quarto de hospital. Não modernizará uma rede de abastecimento de água. Pelo contrário, acrescentará uma crise política às crises climática, de saúde e internacional com as quais o governo já precisa lidar", disse o primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu, aos parlamentares antes da votação.
A votação ocorreu enquanto bombeiros combatiam um incêndio florestal no sudoeste da França, que forçou a retirada de 10 mil pessoas.
As ondas de calor no início do verão na França e em toda a Europa Ocidental tornaram as terras ressecadas particularmente vulneráveis a incêndios florestais este ano, e as temperaturas devem subir novamente.