França recebe encontros para discutir abertura do Estreito de Ormuz

Para Irã, plano europeu poderá 'complicar situação'

15 abr 2026 - 15h07
(atualizado às 15h24)

A França está organizando uma cúpula militar com diversos países, incluindo membros da Marinha italiana, a fim de discutir a desminagem do Estreito de Ormuz.

Fechamento do Estreito de Ormuz elevou preço do combustível no mundo
Fechamento do Estreito de Ormuz elevou preço do combustível no mundo
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

No entanto fontes relataram nesta quarta-feira (15) que uma possível missão nesse sentido só poderá ser iniciada após um cessar-fogo definitivo entre Irã e Estados Unidos e a verificação das condições para a intervenção.

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Ao mesmo tempo, no campo político, o presidente francês, Emmanuel Macron, irá realizar um encontro com seus aliados na sexta-feira (17), em Paris, de forma a debater uma possível iniciativa europeia na rota comercial no Oriente Médio, que segue bloqueada devido à guerra dos EUA e Israel contra o Irã.

Entre as presenças confirmadas está a do chanceler alemão, Friedrich Merz. Outras autoridades poderão participar do encontro de modo virtual.

Para o governo iraniano, "qualquer movimento ou interferência no Estreito de Ormuz só complicaria a situação", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, em resposta ao plano europeu de formar uma coalizão para garantir a segurança da navegação da rota marítima no Golfo Pérsico após a guerra.

"A segurança do Estreito tem sido garantida por Teerã há décadas. Com a ajuda dos países da região, somos capazes de garantir a segurança e a navegabilidade da rota, desde que cessem as interferências e o conflito atual", acrescentou Baghaei, citado pela agência de notícias Isna.

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O Estreito de Ormuz é a principal via de escoamento da produção de petróleo e gás natural do Golfo Pérsico e está bloqueada desde o início do conflito no Oriente Médio, o que provocou uma disparada dos preços de commodities energéticas.

O cessar-fogo de duas semanas entre Washington e Teerã previa a reabertura do estreito, porém o Irã decidiu mantê-lo fechado para países hostis devido à continuidade dos ataques de Israel no Líbano. Em resposta, o presidente dos EUA, Donald Trump, determinou que as forças americanas impedissem qualquer embarcação de entrar ou sair de Ormuz.

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