A França está organizando uma cúpula militar com diversos países, incluindo membros da Marinha italiana, a fim de discutir a desminagem do Estreito de Ormuz.
No entanto fontes relataram nesta quarta-feira (15) que uma possível missão nesse sentido só poderá ser iniciada após um cessar-fogo definitivo entre Irã e Estados Unidos e a verificação das condições para a intervenção.
Ao mesmo tempo, no campo político, o presidente francês, Emmanuel Macron, irá realizar um encontro com seus aliados na sexta-feira (17), em Paris, de forma a debater uma possível iniciativa europeia na rota comercial no Oriente Médio, que segue bloqueada devido à guerra dos EUA e Israel contra o Irã.
Entre as presenças confirmadas está a do chanceler alemão, Friedrich Merz. Outras autoridades poderão participar do encontro de modo virtual.
Para o governo iraniano, "qualquer movimento ou interferência no Estreito de Ormuz só complicaria a situação", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, em resposta ao plano europeu de formar uma coalizão para garantir a segurança da navegação da rota marítima no Golfo Pérsico após a guerra.
"A segurança do Estreito tem sido garantida por Teerã há décadas. Com a ajuda dos países da região, somos capazes de garantir a segurança e a navegabilidade da rota, desde que cessem as interferências e o conflito atual", acrescentou Baghaei, citado pela agência de notícias Isna.
O Estreito de Ormuz é a principal via de escoamento da produção de petróleo e gás natural do Golfo Pérsico e está bloqueada desde o início do conflito no Oriente Médio, o que provocou uma disparada dos preços de commodities energéticas.
O cessar-fogo de duas semanas entre Washington e Teerã previa a reabertura do estreito, porém o Irã decidiu mantê-lo fechado para países hostis devido à continuidade dos ataques de Israel no Líbano. Em resposta, o presidente dos EUA, Donald Trump, determinou que as forças americanas impedissem qualquer embarcação de entrar ou sair de Ormuz.