Em visita à África, Papa defende paz 'fundada no amor e na justiça'

Líder da Igreja Católica fez seu primeiro discurso em Camarões

15 abr 2026 - 14h52
(atualizado às 14h57)

Em seu primeiro discurso em Camarões, o papa Leão XIV enfatizou a necessidade de "rejeitar a lógica da violência e da guerra e abraçar uma paz fundada no amor e na justiça".

Líder da Igreja Católica fez seu primeiro discurso em Camarões
Líder da Igreja Católica fez seu primeiro discurso em Camarões
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"Venho até vós como pastor e como servidor do diálogo, da fraternidade e da paz. Uma paz que seja desarmada, ou seja, não fundada no medo, na ameaça ou nas armas; e desarmante, porque capaz de resolver os conflitos, abrir os corações e gerar confiança, empatia e esperança", afirmou o líder da Igreja Católica, que está em visita ao continente africano.

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Na avaliação de Robert Francis Prevost, "a paz não pode ser reduzida a um slogan: deve encarnar-se num estilo, pessoal e institucional, que repudie toda e qualquer forma de violência". O pontífice também reiterou a necessidade de construir um mundo mais pacífico.

"Este clamor pretende ser um apelo à vontade de contribuir para uma paz autêntica, colocando-a acima de qualquer interesse particular. A paz não se decreta: acolhe-se e vive-se. É um dom de Deus, que se desenvolve através de um esforço paciente e coletivo. É responsabilidade de todos, em primeiro lugar das autoridades civis", declarou.

Em um trecho direcionado aos dirigentes, o pontífice ressaltou que "governar significa amar o próprio país e também os países vizinhos", além de "ouvir realmente os cidadãos, estimar a sua inteligência e capacidade de contribuir para a construção de soluções duradouras para os problemas".

O Papa também exortou as autoridades camaronesas a "examinarem suas consciências" e a "romperem as correntes da corrupção", destacando que a "autoridade pública é chamada a ser uma ponte, nunca um fator de divisão".

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"A transparência na gestão dos recursos públicos e o respeito pelo Estado de direito são essenciais para restabelecer a confiança. É tempo de ousar fazer um exame de consciência e dar um salto de qualidade corajoso. Devemos libertar nossos corações dessa sede de lucro que é idolatria", afirmou.

Por fim, Leão XIV destacou o papel das mulheres na sociedade, afirmando que são "incansáveis construtoras da paz".

"Muitas vezes, infelizmente, elas são as primeiras vítimas de preconceitos e violências, e, no entanto, continuam a ser incansáveis artífices da paz. O seu empenho na instrução, na mediação e na reconstrução do tecido social é inigualável e representa um freio à corrupção e aos abusos de poder. Também por isso a voz delas deve ser plenamente reconhecida nos processos de tomada de decisão", concluiu. .

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