França coloca documentos à disposição da Itália sobre 'desastre de Ustica'

Avião explodiu 'misteriosamente' no ar com 81 pessoas a bordo em 1980

28 set 2026 - 13h39
(atualizado às 14h07)
Resumo
A França disponibilizou à Itália documentos históricos para colaborar nas investigações do desastre aéreo de Ustica, que deixou 81 mortos em 1980. A tragédia, ainda sem desfecho definitivo, é atribuída à explosão de um míssil militar, com suspeitas de que um caça francês teria abatido a aeronave comercial por engano ao tentar atingir um avião líbio. O envio dos arquivos deve fazer promotores de Roma retirarem o pedido de arquivamento do caso para aprofundar as apurações.

A França se colocou à disposição da Itália para colaborar nas investigações relativas ao desastre aéreo de Ustica, ocorrido em 1980, no qual 81 pessoas morreram.

Carcaça do avião da linha DC9 da Itavia que explodiu em 27 de junho de 1980
Carcaça do avião da linha DC9 da Itavia que explodiu em 27 de junho de 1980
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Entre as hipóteses da tragédia está a de que um míssil francês teria errado o alvo e atingido a aeronave comercial, que ia de Bolonha para Palermo.

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Segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (28), a Embaixada francesa em Roma fez o anúncio à Farnesina nos últimos dias, ressaltando sua intenção de transferir um material com arquivos datados até a década de 1990 para a Itália.

As autoridades francesas também teriam manifestado disposição para atender a quaisquer solicitações adicionais do governo italiano relacionadas ao caso nunca esclarecido.

Diante de tal desdobramento, os promotores de Roma devem retirar o pedido de arquivamento da investigação mais recente sobre a tragédia.

O misterioso desastre aéreo ocorrido em 27 de junho de 1980 tem sido objeto de inúmeras investigações, ações judiciais e acusações, incluindo alegações de conspiração.

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As hipóteses sobre as causas do que se tornou um dos grandes mistérios da aviação italiana incluem um atentado a bomba e o disparo de um míssil durante um combate aéreo militar, tendo um avião líbio como possível alvo.

De acordo com o relatório, os promotores de Roma não conseguiram identificar a nacionalidade dos caças que teriam causado a queda do voo que saiu de Bolonha com destino a Palermo, operado pela extinta companhia aérea Itavia. A aeronave, com 81 pessoas a bordo, entre elas 11 crianças e dois bebês, explodiu sobre o Mar Tirreno.

Em 2013, a Corte de Cassação concluiu que um míssil de origem desconhecida foi a causa definitiva do desastre. Dez anos mais tarde, o ex-primeiro-ministro italiano Giuliano Amato declarou que um míssil francês estava por trás da misteriosa queda da aeronave. Segundo Amato, o avião foi atingido durante uma tentativa de assassinar o falecido líder líbio Muammar Gaddafi. 

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