A disputa pelos ingressos para os dez shows que a cantora fará em Paris transformou-se, segundo descreveu o Le Parisien nesta segunda-feira (6), em um verdadeiro "Jogos Vorazes". A expressão faz referência ao filme em que os participantes competem ferozmente por sobrevivência.
O interesse massivo reflete não apenas a devoção do público, mas também o impacto econômico previsto. A região da Île-de-France (zona metropolitana parisiense) estima um retorno "entre € 180 milhões e € 300 milhões" com os shows programados para setembro e outubro.
Alexandra Dublanche, vice-presidente regional e responsável pela agência Choose Paris Region, afirmou à rádio France Inter que a expectativa é receber "cerca de 450 mil pessoas, das quais 30% internacionais". Segundo ela, o objetivo é fazer com que parte desse público prolongue a estadia em Paris e nos arredores para maximizar os benefícios econômicos.
O resultado do sorteio que definiu quais fãs poderão acessar a venda de ingressos foi divulgado nesta segunda. A abertura oficial da bilheteria, agendada para terça-feira (7), às 10h (horário de Paris), mobiliza grupos de amigos, casais e famílias inteiras. Em entrevistas ao Le Parisien, fãs relatam a reorganização de agendas, pedidos de flexibilidade no trabalho e até estratégias conjuntas no escritório.
Jean-François, um dos entrevistados, afirmou que avisou o chefe que ficará indisponível até conseguir seu ingresso: "Céline Dion é caso de força maior". "Terça de manhã, não estou disponível para ninguém", disse outra fã ao jornal.
Hotéis já estão lotados
Os ingressos ainda não estão à venda, mas os hotéis já registram aumento expressivo na demanda, especialmente entre os 400 estabelecimentos do grupo Accor na região parisiense.
"Nos meses de setembro e outubro, já vimos um aumento das reservas", explica Jean-Claude Balanos, diretor de operações França do grupo Accor. "Ficamos um pouco surpresos. Foi assim que percebemos que algo estava acontecendo".
Segundo ele, a experiência com turnês de grande porte como Taylor Swift, Beyoncé e Lady Gaga, indica "taxas de ocupação muito altas". Em hotéis do centro de Paris, o grupo espera "provavelmente 100% de ocupação".