As áreas de banho de Paris registraram recorde ao atrair 216 mil frequentadores neste verão, servindo de refúgio contra o calor. Os três pontos gratuitos no Rio Sena, liberados após os Jogos de 2024, receberam 120 mil pessoas em oito semanas, alta de 20% em relação a 2025. O restante se dividiu entre canais e piscinas públicas. Diante do sucesso, a prefeitura planeja ampliar a oferta em 2027 com novos pontos, como no bassin de l'Arsenal, somando-se às recentes inaugurações no rio Marne.
Os três pontos gratuitos no Sena (Bras Marie, no coração da cidade; Bercy, no 12º distrito; e Grenelle, no 15º, aos pés da Torre Eiffel) receberam 120 mil banhistas em oito semanas, um aumento de 20% em relação a 2025, detalha a prefeitura.
Essas áreas, especialmente adaptadas, foram inauguradas no verão passado, após um século de proibição de banho no rio, na esteira dos Jogos Olímpicos de 2024. A temporada de 2025 havia sido prejudicada pelas chuvas de julho, que deixaram a água imprópria para banho, mas registrou forte movimento em agosto.
Neste verão, os locais de Bras Marie e Bercy precisaram fechar temporariamente no fim de julho por causa de uma contaminação por óleo combustível.
Cerca de 63 mil pessoas também mergulharam nos espaços de banho dos canais parisienses: 51 mil no bassin de la Villette (19º distrito) e 12 mil no canal Saint‑Martin (10º distrito), sendo 9 mil apenas durante a abertura antecipada decidida pelo prefeito socialista Emmanuel Grégoire em meados de junho, em plena onda de calor.
Piscinas externas instaladas em quatro centros esportivos da cidade receberam ainda 33 mil nadadores, elevando para 216 mil o total de banhistas na capital.
"Esses espaços permitiram que muitos parisienses se refrescassem em um verão que tem sido particularmente difícil por causa das ondas de calor", comemora Emmanuel Grégoire, que promete "ir mais longe" em 2027.
Um projeto para abrir um novo ponto de banho no bassin de l'Arsenal, em Bastille, está em estudo. Fora de Paris, cinco locais de banho foram inaugurados neste verão no rio Marne, afluente do Sena.
Com AFP