No total, três pessoas estão sob custódia policial em conexão com o caso, que o ministro do Interior francês, Laurent Nuñez, afirmou estar relacionado à guerra no Oriente Médio. Mais duas pessoas foram presas na madrugada de domingo como parte da investigação sobre o atentado frustrado contra a sede da instituição financeira em Paris, informou o Serviço Nacional de Antiterrorismo (PNAT) à AFP.
O incidente ocorreu em frente ao número 51 da Rue La Boétie, às 3h30 pelo horário local. O dispositivo consistia em um recipiente transparente de 5 litros cheio de líquido e um sistema de ignição, segundo uma fonte policial. A carga explosiva incluía um rojão com aproximadamente 650 gramas de material explosivo, de acordo com as primeiras informações.
O menor de idade preso, de origem senegalesa, estava acompanhado por um segundo indivíduo que conseguiu fugir. Segundo uma fonte policial, o suspeito afirmou que outro homem o levou até o local. Ele também disse, de acordo com a mesma fonte, que foi recrutado pelo aplicativo Snapchat para realizar a operação em troca de € 600.
A Procuradoria Antiterrorismo abriu um inquérito por "tentativa de dano por incêndio ou por meios perigosos, em ligação com uma organização terrorista".
Outros casos
O grupo "Harakat Ashab al-Yamin al-Islamiya" (Movimento Islâmico dos Companheiros dos Justos) reivindicou, nos últimos dias, diversos ataques contra a comunidade judaica na Bélgica, no Reino Unido e na Holanda. Em cada um desses episódios, vídeos das ações foram divulgados em canais do Telegram considerados pelos serviços de inteligência como afiliados à Guarda Revolucionária Islâmica do Irã.
O ministro francês observou que, no caso do ataque frustrado em Paris, um dos homens envolvidos — ainda foragido — estava filmando o ataque quando seu cúmplice foi detido por policiais.
"Há vários serviços de inteligência iranianos que provavelmente realizam operações como essa usando representantes. É este o caso?", questionou o ministro. "Não sei", declarou ele, acrescentando: "Posso afirmar que há uma forte semelhança entre essa ação e o que aconteceu em outros países europeus. Não estou apontando o dedo para um mentor... mas ainda há suspeitas".
Desde o início da guerra no Oriente Médio, o ministro do Interior tem intensificado os apelos por maior vigilância das forças de segurança para proteger figuras da oposição iraniana, sedes de associações comunitárias, locais de culto judaicos e interesses americanos — todos identificados como potenciais alvos de atos terroristas.
Com AFP