A detenção ocorreu por volta das 3h25 da madrugada (hora local), durante patrulhamento da BAC (Brigade anti-criminalité). Os agentes abordaram o suspeito quando ele tentava iniciar o fogo com um isqueiro.
O artefato havia sido deixado em frente ao número 51 da rue La Boétie. Segundo fontes policiais citadas pela imprensa francesa, era composto por um galão de cinco litros com líquido ainda não identificado e uma carga feita a partir de um rojão com cerca de 650 gramas de pólvora.
O dispositivo foi recolhido e enviado ao laboratório da central de polícia de Paris.
De acordo com as autoridades, o homem não agiu sozinho. Um segundo indivíduo que o acompanhava conseguiu fugir.
Em depoimento, o suspeito afirmou ter sido contatado pelo Snapchat e disse ter recebido € 600 para executar a ação. Ele declarou ainda ter sido deixado no local por outra pessoa em um veículo.
A investigação foi confiada à seção antiterrorista da brigada criminal da polícia judiciária de Paris e à Direção-Geral da Segurança Interna (DGSI). O Parquet Nacional Antiterrorista (Pnat) afirmou à AFP que se apoderou imediatamente do caso e esclareceu que foi aberta uma investigação, nomeadamente por "tentativa de degradação por incêndio ou meio perigoso em relação a uma empresa terrorista".
Em uma mensagem publicada no X, o ministro do Interior francês, Laurent Nuñez, afirmou que "a vigilância permanece mais do que nunca em nível elevado", elogiando os policiais pela intervenção e pela "mobilização" no "contexto internacional atual".
Desde o início da guerra no Oriente Médio, o ministro do Interior tem enviado diversos telegramas pedindo vigilância extrema às forças de segurança, especialmente para proteger opositores iranianos, suas associações, locais de culto judaicos, bem como interesses norte-americanos, todos identificados como potenciais alvos de atos terroristas.
Com agências