As referências a esses animais exóticos tornaram-se um lema dos manifestantes, que se fantasiavam de zebra para protestar contra o antigo governo de Orbán, depois que os animais foram filmados, no fim de 2024, vagando pelos campos vizinhos a uma luxuosa mansão que oficialmente pertence ao pai octogenário do ex-primeiro-ministro.
As terras e o rebanho de zebras pertencem a Lőrinc Mészáros, um dos homens mais ricos da Hungria, considerado um testa de ferro de Viktor Orbán. A forma como as zebras foram mantidas caracteriza uma "criação irresponsável", declarou no Facebook o ministro do Meio Ambiente, Gajdos László, ex-tratador de zoológico.
Segundo ele, 17 zebras estão em cativeiro há dois anos na propriedade de Lőrinc Mészáros, localizada perto de Bicske, a cerca de 35 quilômetros a oeste de Budapeste, e algumas delas estariam ali sem qualquer autorização."A grande maioria delas não possui comprovação de origem. A maior parte da documentação foi emitida posteriormente", afirmou o ministro.
🇭🇺🦓 Zebras at the Orbán family's Hatvanpuszta estate are now under official investigation in Hungary. 17 were registered, 3 reportedly died from "freezing", 5 are unaccounted for (we suspect illegal hunting). Meanwhile, @hadhazyakos has published a grim photo of the dead zebras. pic.twitter.com/0TRQoDuWZO
— Szabolcs Panyi (@panyiszabolcs) July 22, 2026
Animais escaparam em 2025
Três desses animais escaparam em janeiro passado "devido a uma cerca inadequada", e um deles foi encontrado "morto de frio", acrescentou Gajdos. "Não vamos deixar isso passar!", prometeu.
No ano passado, a associação de caça Vál-völgye, de Lőrinc Mészáros, responsável pela administração dessas terras, afirmou que as zebras eram mantidas em conformidade com a legislação vigente e que possuía todas as autorizações necessárias. A entidade também garantiu que todos os animais exóticos presentes na propriedade haviam sido resgatados de situações de maus-tratos.
Com AFP