A colisão envolveu dois trens da EMR, sendo que um deles atingiu a parte traseira do outro. Imagens mostram a locomotiva do segundo trem cravada no último vagão do primeiro.
"Infelizmente, o maquinista de um dos trens morreu na colisão", afirmou neste sábado a chefe da Polícia de Transportes britânica, Lucy D'Orsi, em entrevista coletiva.
"Mais de 80 pessoas foram levadas ao hospital na noite de ontem (sexta-feira). Nesta manhã de sábado, 28 delas ainda estão hospitalizadas, incluindo nove em estado crítico", acrescentou.
As causas do acidente ainda não foram esclarecidas. Lucy D'Orsi pediu que se evite "qualquer tipo de especulação".
Investigadores especializados da Polícia de Transportes trabalham em conjunto com a Diretoria de Investigação de Acidentes Ferroviários para "determinar o que aconteceu", disse.
Rede ferroviária antiga
A ministra dos Transportes, Heidi Alexander, afirmou na noite de sexta para sábado que ainda era "cedo demais" para determinar as causas do acidente, ressaltando que os trens britânicos estão "entre os mais seguros do mundo".
"Garantiremos que uma investigação completa seja realizada para tirar as lições necessárias e evitar que um incidente como este volte a acontecer", disse.
Um passageiro, Brett Byatt, manifestou indignação à BBC. "O problema é que temos uma das redes ferroviárias mais antigas e falhas de sinalização são frequentes", criticou.
Ele relatou ter ouvido "um estrondo", seguido de "gritos e gemidos de dor".
Segundo ele, que não ficou ferido, "provavelmente 90% das pessoas" no seu vagão foram atingidas.
Byatt descreveu passageiros que "não conseguiam ficar de pé ou mexer o pescoço" e disse ter visto uma mulher com a perna fraturada.
"Estávamos parados quando, de repente, fomos violentamente atingidos por trás", contou outro passageiro, Paul Calvin, à BBC. O trem seguia em direção à estação de St Pancras, em Londres.
O rei Charles III está "profundamente triste" pelo acidente, informou um porta-voz do Palácio de Buckingham.
"As suas condolências vão para a família da vítima, bem como para todas as pessoas feridas ou afetadas por este trágico evento", acrescentou.
"É um dia profundamente triste para a comunidade ferroviária", afirmou o diretor da EMR, Will Rogers, durante a coletiva de imprensa.
Em setembro de 2023, várias pessoas ficaram feridas após a colisão de dois trens na estação de Aviemore, nas Terras Altas da Escócia.
Três anos antes, em agosto de 2020, um trem matinal que ligava Aberdeen a Glasgow descarrilou, matando três pessoas perto da cidade de Stonehaven, no nordeste da Escócia, após um deslizamento de terra provocado por fortes chuvas.
Com AFP