EUA vão suspender África do Sul e Ruanda do acesso a comércio com isenção de impostos

2 nov 2026 - 14h11
Resumo
Os Estados Unidos pretendem suspender a África do Sul e Ruanda do programa de comércio com isenção tarifária (AGOA), segundo o representante Jamieson Greer. O presidente Donald Trump alegou que ambos violam os critérios de elegibilidade. No caso sul-africano, pesam acusações de perseguição a brancos, refutadas pelo país. Já contra Ruanda, pesam barreiras comerciais e preocupações com direitos humanos e o Estado de Direito.

O representante ‌comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou nesta segunda-feira que Washington pretende suspender a África do Sul e Ruanda do acesso a comércio com isenção de ⁠impostos ao mercado norte-americano, nos termos da ‌Lei de Crescimento e Oportunidades para a África (AGOA).

"O presidente Trump constatou ‌que os governos de ‌Ruanda e da África do ⁠Sul estão adotando práticas incompatíveis com os critérios de elegibilidade da AGOA", afirmou Greer em comunicado.

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A AGOA concede aos países africanos elegíveis acesso isento ‌de tarifas ao mercado dos EUA para ‌milhares de ⁠produtos. ⁠A África do Sul vem se beneficiando dessa ⁠lei há ‌anos.

Espera-se que os ‌beneficiários da AGOA cumpram os requisitos de elegibilidade relacionados à manutenção de economias de mercado e boa ⁠governança, bem como à eliminação de barreiras aos investimentos e ao comércio dos EUA, com Washington realizando revisões regulares.

O ‌governo do presidente Donald Trump tem reprimido a África do Sul pelo que ⁠Trump alega ser a perseguição a pessoas brancas. O governo da África do Sul afirma que se trata de uma falsidade espalhada por grupos marginais.

Washington destacou as barreiras comerciais, o Estado de Direito e os direitos humanos como algumas das questões que lhe causam profunda preocupação em Ruanda.

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