EUA avaliam enquadrar PCC e CV como grupos terroristas por pressão de filhos de Bolsonaro, diz jornal

Medida pode implicar em algumas sanções econômicas mais rigorosas a integrantes dos grupos criminosos

27 mar 2026 - 17h25
(atualizado às 17h49)
Desde que voltou ao poder, no começo do ano passado, Donald Trump já incluiu 25 organizações estrangeiras como terroristas em sua lista
Desde que voltou ao poder, no começo do ano passado, Donald Trump já incluiu 25 organizações estrangeiras como terroristas em sua lista
Foto: Agência Brasil

Os Estados Unidos estão considerando classificar as facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas por pressão da família Bolsonaro, segundo uma reportagem do jornal "The New York Times" publicada nesta sexta-feira, 27. 

Segundo o jornal, a possibilidade tem sido discutida pelo Departamento de Estado norte-americano nas últimas semanas, após contatos dos filhos do ex-presidente brasileiro, Flávio e Eduardo – o primeiro pré-candidato a presidente do Brasil, e o segundo morando nos EUA depois de ter o mandato de deputado cassado.

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Desde que voltou ao poder, no começo do ano passado, Donald Trump já incluiu 25 organizações estrangeiras como terroristas em sua lista. Parte delas, são latino-americanas, como o venezuelano Tren de Aragua e o Cartel de los Soles, além de norte-americanas, como seis cartéis mexicanos.

No início deste mês, durante uma cúpula com líderes da América Latina aliados ao governo Trump, o secretário de Estado, Marco Rubio, comunicou ao ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, que Washington planejava incluir as facções brasileiras na lista de grupos terroristas.

A Casa Branca argumenta que a designação é feita a grupos criminosos que impõem riscos à segurança interna norte-americana. No caso da Venezuela, no entanto, a designação foi usada como pretexto para que Washington ordenasse uma operação militar, que culminou na captura de Nicolás Maduro. 

Mas, na prática, o que a medida muda? 

Em primeiro lugar se aplicam algumas sanções econômicas mais rigorosas a integrantes dos grupos, tais como:

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  • Bloqueio de ativos financeiros que estão no exterior;
  • Deportação de faccionados e vistos negados;
  • Isolamento do grupo internacionalmente;
  • Além da dificuldade de receber treinamento, comprar armas e até contratar serviços.

Além disso, conforme o governo americano, essa designação facilitaria a cooperação internacional no combate ao crime organizado. 

A medida imposta por Trump também poderia autorizar o uso de força militar contra as facções em território americano, além de permitir o uso de inteligência e capacidades militares do Departamento de Defesa para atacá-los.

Fonte: Portal Terra
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